Sambizanga: Incêndio deixa 14 membros da mesma família ao relento, duas crianças ficaram queimadas
Um incêndio ocorrido na tarde de terça-feira, 12, no bairro 12 de Julho, município do Sambizanga, deixou desalojada a família de Paula da Conceição Eduardo, de 42 anos de idade, viúva, reconhecida como matriarca e principal provedora de um agregado de 14 membros, entre filhos e netos.
Por: Cambuta Vieira
De acordo com a vítima, o sinistro teve início por volta das 18h40, quando se encontrava a exercer a sua actividade de venda de banana assada.
Alertada por uma vizinha que a sua residência estava em chamas, correu de imediato ao local, deparando-se com a habitação feita de madeira em fase de combustão.
Apesar da rápida propagação das chamas, causada pela estrutura do imóvel, os vizinhos conseguiram conter o incêndio com recurso a baldes de água, antes mesmo da chegada dos bombeiros.
Dois menores, de 6 e 3 anos de idade, netos da sinistrada, encontravam-se no interior da casa no momento do incidente, tendo sido retirados com queimaduras ligeiras e assistidos no Centro de Saúde local, sem necessidade de transferência hospitalar, para o Neves Bendinha.
A residência em causa, segundo Paula Eduardo, fazia parte da herança da sua falecida avó, embora tenha recebido um quarto da sua mãe, pediu autorização à tia herdeira legítima do restante imóvel, para ocupar outra divisão da casa, devido à dimensão da sua família, desde então, afirma que têm surgido conflitos relacionados à posse do espaço.
Após o incêndio, a tia terá exigido a restituição do imóvel tal como lhe havia sido atribuído, o que reacendeu a disputa familiar, Paula por sua vez, declarou estar disposta a devolver a parte que nunca lhe pertenceu, solicitando apenas apoio para a reconstrução da sua área de direito.
A sinistrada relatou ainda que, no interior da casa, foram consumidos pelas chamas cerca de 80 mil kwanzas, destinados ao reforço da sua actividade comercial, bem como documentação pessoal, material escolar e outros bens patrimoniais.
"Em 25 anos de luta e trabalho, vi tudo reduzido a cinzas. Apelo à solidariedade da sociedade para reconstruir a minha casa, repor os documentos dos menores e garantir meios de subsistência para a família", concluiu emocionada.
Na sequência do sinistro, a administradora municipal de Sambizanga deslocou-se ao local no dia seguinte, quarta-feira, 13, prestando assistência com o realojamento temporário da família numa residência de renda, além de colchões, roupas e bens da cesta básica. Foi igualmente assegurado que, mediante entendimento entre os familiares, poderá ser reconstruída a habitação.







