Vive há três anos com a barriga aberta depois de cirurgia "mal-feita": cidadã operada na maternidade Lucrécia Paím pede ajuda urgente da ministra da saúde
Uma cidadã de nome Clementina Vicente Paulo, de 31 anos de idade, residente no bairro Mayé Mayé, município do Sequele, vive há três anos com a barriga aberta após uma cirurgia "mal-feita", realizada no Hospital Lucrécia Paim, que visava a remoção de um quisto no ovário esquerdo.
Por: Solange Figueira
Segundo o diagnóstico inicial, Clementina tinha um quisto no ovário, uma formação geralmente benigna, preenchida por líquido, que pode desaparecer espontaneamente ou necessitar de intervenção cirúrgica, no seu caso, a operação não correu como esperado, a intervenção que deveria curar acabou por mutilar.
Segundo a nosso entrevistada, vive com a barriga aberta há três anos, dorme e acorda somente pela fé, "tudo o que como sai de imediato".
"O relatório médico aponta que preciso ganhar peso para voltar ao bloco operatório, mas isso é quase impossível”, disse a paciente.
Explicou que actualmente sofre de fístula intercutânea e íleostomia, "sem filhos nem esposo, passo grande parte do tempo deitada. Sou uma mulher cheia de sonhos, mas vivo a vê-los destruídos, peço ajuda à sociedade e ao Ministério da Saúde para que me seja garantida uma junta médica e uma cirurgia fora do país”, apelou.
O irmão da paciente, Bernardo Vicente Paulo, destacou que a sua irmã está há três anos nesta situação, "não conseguimos suportar dor de ver sempre a barriga dela aberta", desabafou.
Disse que ela chora todos os dias, perdeu o sorriso e a alegria que tinha anteriormente, por isso querem que seja operada fora de Angola para recuperar a vida e os sonhos.
Clementina faz consultas no Hospital do Kifangondo, os médicos recomendam o fortalecimento nutricional antes de uma nova cirurgia de encerramento abdominal, no entanto, devido às complicações, a família insiste que a intervenção seja realizada no exterior, apelando ao apoio da sociedade civil e das autoridades competentes.







