Funcionário do buap e comparsas detidos por suposto envolvimento no crime de roubo de viatura em Benguela
Um funcionário da Administração Municipal de Caconda, pertencente ao Banco Único de Atendimento ao Público (BUAP) e residente no Lubango, bem como dois outros comparsas residentes no município de Benguela, foram detidos na passada quinta-feira (04), no bairro Nambambi, por efectivos do Departamento de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), quando tentavam comercializar no Lubango uma viatura roubada na província de Benguela, enquanto que o quarto suspeito encontra-se foragido, sendo que os detidos têm idades compreendidas entre 21 e 44 anos.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
Falando nesta segunda-feira (08) a imprensa, o chefe do DIIP na Huíla, superintendente Pedro Cassoma, fez saber que os dois cidadãos residentes em Benguela, por intermédio do comparsa que se encontra em fuga, contactaram através de um aplicativo o proprietário de uma viatura de marca Hyundai, modelo Tucson, fazendo-se passar por passageiros com destino do município do Lobito até à Baía Farta.
A chegada à Baía Farta, imobilizaram o proprietário da viatura, amarraram-lhe os membros superiores e inferiores, bem como a boca, e, de seguida, sob ameaça de uma faca, anunciaram o assalto.
O crime ocorreu por volta das 22 horas do dia 24 de Agosto, após o sequestro, os assaltantes transportaram a vítima, ainda amarrada, em direcção à província do Huambo, onde a abandonaram na via pública, prosseguindo viagem com a viatura roubada.
Os suspeitos permaneceram no Huambo durante três a quatro dias, enquanto aguardavam pelo comparsa residente no Lubango, que se encarregaria de adulterar a matrícula e falsificar a documentação do veículo.
Por intermédio das redes sociais, o DIIP tomou conhecimento da ocorrência na província de Benguela e desencadeou um conjunto de diligências que permitiram identificar e deter os infractores no bairro Nambambi, no momento em que tentavam encontrar um comprador para a viatura.
Segundo os próprios suspeitos, a proposta feita era de que cada um receberia dois milhões de kwanzas caso o negócio fosse concretizado.







