Agressores estão em liberdade - Jovem é agredido por 04 vizinhos da mesma família com faca e catana após desentendimento provocado por uma chamada de atenção, parte da faca ficou cravada nas costelas
Um jovem de 18 anos de idade, identificado por Luís Matias da Silva Vicente, residente no bairro Boa Esperança, município de Viana, foi agredido no pretérito dia 22 de Agosto do ano em curso, por 04 elementos da mesma família, munidos de facas e catanas, após um desentendimento provocado por uma chamada de atenção.
Por: Cambuta Vieira
Segundo relatos de Mário Vicente, pai da vítima, o crime ocorreu no pretérito dia 22 de Agosto, por volta das 16 horas, quando o seu filho e o acusado desentenderam-se por uma chamada de atenção.
Depois, cada um foi para a sua casa, parecendo que tudo tinha sido ultrapassado.
Todavia, passados alguns minutos, o acusado, identificado por Paulino, regressou já na companhia da sua mãe, um primo, uma tia, munidos de armas brancas já referenciadas e foram até à casa do avô, onde vive a vítima, bateram no portão e chamaram-no.
Sem resistência nenhuma, a vítima apareceu e perguntaram-na se havia se desentendido com o Paulino, ao que respondeu positivamente. Dito isto, foi puxado para fora do quintal e começaram a agredi-lo.
"Foi muito rápido, não deu tempo ao pessoal que estava no quintal poder sair em sua defesa, porque os agressores fecharam o portão", disse.
O pai contou que o rapaz agressor pegou na faca, enquanto a sua mãe cobriu a vítima com capuz e o filho dela naquele momento veio por trás e golpeou por 3 vezes na região do pescoço e nas costelas junto ao pulmão.
Quando os agressores viram o sangue a escorrer colocaram-se todos em fuga.
"Nós fizemos todas as diligências possíveis para que Paulino não fugisse do bairro e apanhamo-lo e foi levado até à esquadra, localizada no interior do bairro Boa Esperança, onde ficou detido, e foi aberto o processo -crime n° 410/25 VN-E, Ofensas grave à integridade física", relatou.
Por sua vez, o rapaz agredido foi socorrido até a um posto médico do bairro, onde recebeu os primeiros socorros. No entanto, dada a gravidade dos ferimentos, às 18 horas, foi levado até à uma clínica privada em Viana, onde fizeram todos exames, incluindo de raio X, e detectou-se que um objecto corto-perfurante havia quebrado e a outra parte ficou encravada nas costelas.
"Depois de nos apercebemos do objecto no corpo do meu filho, por volta da 01 hora, teve que ser submetido a uma intervenção cirúrgica, para a remoção do objecto corto-perfurante ", frisou.
O agressor ficou detido na esquadra local durante o final de semana, depois foi transferido até à esquadra da Vila Azul, porque o DIIP alegava que não havia carro para levá-lo ao juiz de garantia, no passado dia 01 de Setembro, com as provas todas anexadas. Depois de ser ouvido pelo juiz de garantia, o agressor foi colocado em liberdade.
"A PGR fez um trabalho excelente, encaminhou todas as provas, mas nós ficamos indignados quando ele é colocado em liberdade, diante das graves ofensas à integridade física que causou", lamentou.
O pai do lesado mostra-se revoltado diante do procedimento do juiz de garantia, identificado por Lázaro Baptista.
"Não sei como um juiz, com todas as provas que tem, coloca em liberdade um cidadão que efectuou golpes a um jovem que levou mais de 20 pontos. Nós fizemos gastos orçados em quase um milhão de Kwanzas; a ferida é grave, os custos ainda vão crescer porque o tratamento não terminou", expôs.
Depois da família da vítima se aperceber da soltura do jovem, foi até à esquadra onde estava detido, mas não podiam fazer nada.
"Nos disseram apenas que deveríamos constituir um advogado, que já está ao encalço do juiz de garantia, mas sem sucesso", lamentaram.
A equipa deste jornal manteve contacto com o porta-voz do tribunal supremo, Dr. Leandro Lopes, que reforçou que o advogado deve accionar o Tribunal para que a situação, no caso entendimento da razão pela qual o Juiz de Garantia, supostamente soltou, seja atendida.
"Deve pedir ao advogado que comunique o Juiz Responsável pela Unidade de Apoio ao Juiz de Garantia, onde o arguido foi interrogado", orientou.







