"É preciso controlar as emoções"- Comandante Geral da Polícia condena prática de rituais na corporação
O Comandante Geral da Polícia Nacional, Comissário Geral Francisco Monteiro Ribas da Silva, exortou, no início do mês, todos efectivos a interiorizarem que a dor e a necessidade de expressar sentimentos não se sobreponham à missão maior: a defesa da pátria, a integridade institucional e o respeito à ética policial.
Por: Lito Dias
Francisco Ribas fez tal advertência depois de na última semana de Agosto ter se registado a participação de alguns membros da corporação em práticas e rituais tradicionais durante o funeral de um colega.
Tendo considerado reprovável tal prática, a alta patente da Polícia Nacional, lembrou que a instituição que dirige "é servidora da pátria, não de rituais". "A farda que vestimos é mais do que um uniforme: é um símbolo da ordem, da disciplina e da confiança que a sociedade deposita em nós", alertou.
Sublinhou, por outro lado, que quando um polícia associa a sua identidade funcional a rituais alheios à ética da corporação, gera consequências sérias: abala a confiança do cidadão na neutralidade da polícia; enfraquece o espírito de corpo, substituindo-o por divisões e crenças particulares; prejudica a disciplina, que é a base da coesão e eficácia; compromete a saúde emocional e espiritual do efectivo, tornando-o vulnerável a influências externas.
Orientou os comandantes a distintos níveis a pautarem pela vigilância, orientação, e correcção com firmeza para que nenhum membro da corporação confunda o serviço policial com rituais que fragilizem "a nossa integridade".
Lembrou que a instituição exige verticalidade moral, clareza de conduta e lealdade apenas a Angola, à sua Constituição, ao povo e às ordens legítimas.







