INE não paga ordenados dos agentes que trabalharam no processo de registo do censo geral e habitação: Cidadãos exigem que o estado honre com o seu compromisso
Cidadãos que exerceram funções como agentes no Censo Geral da População e Habitação denunciam o Instituto Nacional de Estatística (INE) por alegado incumprimento no pagamento dos ordenados referentes à prestação de serviços durante o referido processo censitário em Angola, que teve início no dia 19 de Setembro de 2024.
Por: Laurentino Tchatuvela
De acordo com fontes que apresentaram a denúncia ao Na Mira do Crime, os trabalhadores sublinharam que foram indevidamente classificados como “desistentes”, apesar de, segundo frisaram, terem cumprido todas as etapas do trabalho.
Acrescentaram ainda que apresentaram provas documentais e testemunhos suficientes para contestar tal classificação.
Os mesmos cidadãos esclareceram que, após a denúncia junto da Inspecção-Geral da Administração do Estado (IGAE), foi-lhes transmitido que o caso já merecera despacho favorável, com a garantia de que, no prazo de um mês, seria encontrada uma solução.
No entanto, referiram que, até à presente data, não receberam qualquer pagamento nem comunicação formal sobre o andamento do processo.
As fontes também realçaram que outros grupos de trabalhadores, nomeadamente os denominados “repescados”, já foram pagos, facto que, no seu entender, demonstra falta de equidade no tratamento da situação.
Acrescentaram igualmente que, apesar do despacho confirmado e do acompanhamento jurídico, o seu grupo continua sem respostas da entidade responsável.
Exigimos Esclarecimento formal e por escrito sobre o estado actual do processo, o cumprimento do despacho já emitido e o pagamento devido, queremos maior transparência e resposta institucional, evitando o prolongamento desnecessário de um problema que tem afectado a nossa dignidade e direitos, enquanto cidadãos que prestaram serviço ao Estado.







