Colégio Q.I renasce das cinzas depois de um conturbado processo Judicial
Ainda sobre o caso do ex-colégio "Filipe Fragata", o Tribunal da Comarca de Belas ditou a sentença e deu razão à legítima proprietária, Micaela Filipe Fragata, que, após uma longa batalha judicial, com o seu antigo sócio Felix Neto, acusado de usurpação, agora vê a legalidade a ser reposta e recuperada o imóvel que há vários anos encontrava-se encerrado.
Por: Edilson Pinto e Aurora Cambuta
O colégio está situado no bairro Prenda, rua do Posto médico, 3º largo, onde o jornal Na Mira do Crime acompanhou desde o início do litígio, que agora chega ao seu fim com o desfecho favorável à legítima proprietária.
Sendo assim Micaela Filipe Lopes, após ter ganho a batalha, rebatizou a instituição com a designação Colégio "Q.I", tendo reaberto o ano lectivo de 2024//2026 que arrancou na passada segunda-feira, 8, com a iniciação até à 6ª Classe.
Por outro lado, os alunos terão a oportunidade de aprender as línguas nacionais, o Kimbundo e Umbunndo, assim como a língua inglesa e francesa, visto que a instituição entendeu lecionar as referidas disciplinas.
"Tendo em conta outros focos, temos crianças atípicas que são meninos com défice de atenção, autismo entre outros", explicou.
Micaela Felipe Fragata recordou que o litígio começou após a morte do seu pai, e, logo a seguir, a família entendeu transformar a residência em um colégio privado.
Depois de tudo estar estruturado, contou, como não possuíam capital financeiro para sustentar o projecto, entenderam fazer sociedade com o tal, no caso Filipe Neto,
O sócio em referência, após lhe terem confiado, explicou que o mesmo alegou que investiu mais de 200 mil dólares norte-americano, por essa causa havia se apropriado do imóvel.
"Depois foram só problemas atrás de problemas, até que em 2022 culminou com o julgamento no tribunal de comarca de Belas", realçou.
Micaela esclareceu que Felix Neto, após várias tentativas de manobras, percebeu que o caso estava a seu desfavor, o que fez o mesmo abandonar o processo.
"O imóvel estava a ser abandonado e a qualquer momento podia ser vandalizado", disse.
"Inauguramos oficialmente o nosso colégio privado, uma instituição que nasce com o propósito de oferecer educação de qualidade, pautada na inclusão, no respeito e na valorização da diversidade", disse visivelmente eufórica.
"Com a nova denominação, agora, Colégio "Q.I", Assumo o compromisso de garantir que este seja um espaço onde cada criança se sinta valorizada, apoiada e incentivada a superar os desafios, o nosso objetivo não é só transmitir conhecimento, mas também cultivar empatia, solidariedade e respeito as diferenças", reforçou, tendo ainda assinalado que "as coisas podem demorar, mas o mal não vence o bem".







