Diz que as meninas "precisam sobreviver" - Proprietário da hospedaria Nekumungo acusado de promover a prostituição de menores em Cacuaco
Os moradores da zona da paragem do Kicolo, bairro Belo Monte, município de Cacuaco, acusam Adelino Dito António, proprietário da Hospedaria "Nekumungo", localizada naquela circunscrição, de estar a promover a prostituição entre menores com idades compreendidas entre 14 e 17 anos, e pedem a intervenção urgente às autoridades para pôr fim à situação
Por: Kihunga Bessa
Preocupados com o cenário, diante da nossa reportagem, os denunciantes informaram que o acusado tem uma rede de adolescentes com idades já referenciadas. Umas até com menos idade, já que, nalguns casos, o que conta é a constituição física; para prestarem serviços sexuais naquele estabelecimento, como meio de sobrevivência.
Maria Victorino, de 56 anos de idade, mãe de seis filhos, três dos quais do sexo feminino, de 12, 14 e 16 anos de idade, diz estar totalmente insatisfeita e também preocupada com o que tem registado naquele espaço.
"Eu, como mãe que também tem meninas, não me sinto confortável ver o que se passa aí. O mais agravante é que o proprietário tem os contactos delas e tão logo chega alguém, ele liga para as meninas", revelou.
Martins Domingos, outro morador daquela zona há mais de 10 anos, pai de dois filhos, lamenta a situação e teme que estes possam frequentar aquele lugar e contrair doenças sexualmente transmissíveis.
Os moradores destacam a sexta, o sábado e o domingo como os dias preferidos, sobretudo nos horários nocturnos. Dizem ainda que o estabelecimento serve também de refúgio dos marginais, além da poluição sonora que produz e que tem incomodado sobremaneira os vizinhos que já se encontram cansados de denunciar o caso às autoridades locais.
Este jornal sabe que os vizinhos já chegaram a agredir o dono da hospedaria, devido à poluição sonora, sobretudo na calada da noite, mas ainda insiste.
O Na Mira do Crime deslocou-se até àquele estabelecimento, onde, primeiramente, manteve contacto com um dos funcionários que não quis ser identificado, mas afirmou terem registado vários contactos de raparigas que aí prestam os referidos serviços.
À nossa reportagem, o proprietário da hospedaria começou por refutar as acusações, mas, depois, assumiu arrogantemente que "eu não sou culpado por elas deixarem os seus contactos, porque o país está mal e elas estão à procura de sobrevivência", concluiu.







