Cidadão nigeriano acusado de apropriar-se dos bens do irmão falecido e de agredir a viúva em Luanda
Um cidadão de nacionalidade nigeriana, identificado por Esmael Engima, de 48 anos de idade, está a ser acusado pela viúva do seu irmão falecido há 3 anos, de usurpar uma loja de peças de carros equivalentes a mais de 2 bilhões de Kwanzas, e de agredir fisicamente a viúva, uma cidadã de nacionalidade angolana.
Por: Solange Figueira
A denunciante alega que está há 3 meses sem nada em casa para comer. Como se não bastasse, foi agredida pelo cunhado que, depois da morte do seu esposo, veio para Angola cuidar dela e dos filhos. Só que, de cuidados, não recebe nada, pelo contrário, é agredida sempre que reclama dos bens deixados pelo seu esposo para sustentar os dois filhos, que por falta de dinheiro, estão fora do sistema de ensino.
A viuva conta que tem recebido ameaças constantes de morte por parte do cunhado. "Estou a fazer uma denúncia pública, temo pela minha vida. Recebo ameaças de morte por parte dos irmãos do meu esposo desde o dia em que o meu marido morreu, há 3 anos. Ele deixou uma loja de peças de carros com muitos materiais que valem milhões de Kwanzas.
Pelo facto de eu reclamar da falta de sustento, o meu cunhado Esmael Engima, que vivia em Moçambique com a mulher e filhos, veio a Angola para tomar conta da loja do meu esposo e nos sustentar, o que não está a acontecer. Ele bateu em mim e está a roubar-me", revelou, lembrando que depois do marido falecer , ela tinha em sua posse 06 mil dólares, com que pagou a renda de casa.
"Mas há um ano, o meu cunhado passou a pagar a renda, porém, não aceita dar sustento aos meus filhos, mas gasta dinheiro com bebidas e mulheres em bares", relatou, precisando que está desamparada.
Por causa deste sofrimento, entrou em depressão, não consegue sair nem fazer nada. "Quando o meu cunhado bateu em mim, fiz uma participação na esquadra da Chapinha e ele foi preso, mas saiu dois dias depois, a gabar-se que tem dinheiro para comprar a polícia e que pagou 200 mil kwanzas para sair da cadeia.
Esta semana, foi fazer outra participação no SIC do comando provincial, nas até ao momento não o intimaram.
A nossa equipa de reportagem falou com Esmael Engima, que diz ser inocente. "Tudo que a mulher do meu irmão falou é mentira. Ela quer me controlar, não trabalha e só fica sentada em casa. Quer que eu seja escravo dela. Esta loja é minha e estou neste país desde 2001. O esposo dela, para entrar aqui, fui eu que o trouxe em 2005. Eu viajei e ele continuou aqui com a loja. O que ele tinha eram os materiais", admitiu, sublinhando que
a sua cunhada é problemática. "Dou 100 mil todos os meses para as compras e ela tem que ir trabalhar. Ela não tem respeito por ninguém, inventa conversas e mentiras. Meus irmãos e conterrâneos estão cansados com ela. Eu não sou marido dela, por isso não pode me controlar", resumiu







