No Kilamba: Familiares de jovem de 22 anos morta por asfixia aguardam respostas do SIC
Familiares aguardam impacientemente pelo esclarecimento do caso que chocou a vizinhança do bairro Vila Flor, município do Kilamba, que tem a ver com uma jovem de 22 anos de idade, que em vida respondia pelo nome Maria Pedro Pululo, e que foi asfixiada até à morte, no passado dia 13 de Junho do ano em curso, pelo suposto namorado, não identificado. A família pede às autoridades de Investigação Criminal no sentido de se esclarecer o caso.
Por: Cambundo Caholua
De acordo com o tio da malograda, Pedro Pululo, a sobrinha, tão logo foi assassinada, o suposto namorado levou o corpo e deixou-o pendurado junto ao portão da casa em que morava a infeliz.
A família revela que, até ao momento, não obteve nenhuma informação da parte das autoridades investigativas sobre o paradeiro do suposto namorado. Sabem apenas que o mesmo continua em parte incerta.
Fez saber que foi aberto um processo com o nº 4624, na 52ª esquadra do Kilamba, na secção do SIC, onde o instrutor assegurou que diligências para localizar o acusado continuam a ser feitas.
Maria Pululo, recorde-se, foi assassinada em Junho deste ano, quando recebeu uma chamada telefônica para ir ao encontro do suposto namorado, ainda não identificado, no bairro da Engevia.
A infeliz, segundo o tio, quando eram 18 horas e 30 minutos, do dia 12 de Junho ausentou-se de casa, tendo apenas se despedido da irmã mais velha que iria ter com uma amiga, visto que tinham uma saída marcada naquele dia.
Por volta das 22 horas, referiu que a irmã mais velha, Paula Pedro Pululo, preocupada com a demora da malograda, uma vez que esta não tinha o hábito de ficar até às altas horas fora de casa, entendeu ligar para ela no sentido de saber a sua localização, mas não atendia.
"A minha irmã deixou a porta da casa meio encostada para que quando ela regressasse não pudesse incomodar, e por ser tarde, eu e as filhas acabamos por adormecer", disse.
Já no dia seguinte, por volta das 6 horas da manhã, conta, foram surpreendidos com a informação de que uma vizinha que saía da sua residência para ir deitar o lixo deparou-se com o corpo da Maria encostado à parede do quintal, pendurado com uma corda no pescoço, parecendo alguém que se enforcou.
"A vizinha correu, aos gritos, em direcção à porta da casa da outra minha sobrinha, irmã mais velha da vítima, para dar a conhecer que a Maria estava morta", frisou o entrevistado.
Imediatamente, comunicaram ao Comando Municipal da Polícia do Kilamba, que fez deslocar uma viatura com dois efectivos do Serviço de Investigação Criminal que procederam à remoção do corpo para a morgue do hospital Josina Machel.
"Só pode ser um amigo (namorado) que matou a minha sobrinha, pela forma como ela saiu de casa, mesmo o próprio investigador do SIC disse a mesma coisa", esclareceu quando lhe foi questionado sobre a certeza que têm de que o suposto namorado é o principal suspeito, visto que não conhecem o mesmo e, por outra, quando a malograda saiu de casa despediu que ia ter com uma amiga.
Quanto à suposta amiga, o nosso entrevistado respondeu que até ao momento o SIC está com o telemóvel da vítima, onde espera tirar mais elementos de prova. "Só eles podem esclarecer, porque nós não temos nenhuma informação, não nos dizem nada", alegou.
Contactada uma fonte do SIC, destacada na esquadra 52ª, no município do Kilamba, garantiu pronunciar-se nas próximas horas para dar mais informações sobre as diligências do caso.







