Em Viana - Cidadã ataca ex-colega com lâmina e deixa o rosto desfigurado por causa de uma briga
Uma cidadã identificada por Joaquina Martins Fernando, de 27 anos de idade, residente no bairro Kididikiame, município de Viana, foi agredida no rosto, com recurso à uma lâmina, pela sua ex-colega de serviço, por sinal, sua vizinha por esta ter-lhe chamado à razão.
Por: Cambuta Vieira
Joaquina Martins Fernando e Solene trabalhavam num bar, localizado no bairro da Cinquentinha. Depois de ser despedida do serviço, por incumprimento das normas do estabelecimento onde trabalhava, Solene passou a inquietar-se com Joaquina e atirava piadas sempre que a visse.
No pretérito dia 21 de Setembro, por volta das 20 horas, Joaquina se encontrava na via pública. Depois de ser pancada pela agressora, a vítima chamou-lhe à razão tendo gerado uma briga. Minutos depois, a agressora entrou numa barbearia que está ao lado do local, pegou em uma lâmina e passou a esquartejar o rosto da vítima.
"Eu não senti nada, apenas vi muito sangue a jorrar no rosto e comecei a gritar. De imediato, fui levada até a um posto médico do bairro, onde fui suturada com 11 pontos no rosto e mais de 5 no braço", contou, sublinhando que a sutura não foi das melhores, uma vez que a ferida era extensa e profunda.
"A maior das feridas do rosto levou 11 pontos e foi mal suturada, tem tantas lacunas que têm causado corrimento de sangue. A do braço levou acima de 05 pontos", informou, referindo que na manhã de segunda-feira, foram até à casa dos pais da agressora, e estes ficaram sem palavras, porque não era o primeiro acto "macabro" que ela pratica. Eles informaram que a filha, na altura, não se encontrava em casa, tendo os familiares da vítima ido à esquadra do bairro Kayaya, onde fizemos a participação.
" Eu não sou a primeira vítima a ser ferida por Solene, a família a desprezou por causa dessas práticas", frisou, salientando que, na manhã desta terça-feira, passou mal e teve de ir até à uma clínica, onde cobraram 150 mil Kwanzas para realizar o tratamento.
"Tivemos que pedir emprestado 130 mil Kwanzas, enquanto os familiares se desdobram para arranjar o dinheiro restante", disse, lembrando que os seus pais, até ao momento, apenas participaram com 14 mil Kwanzas, estando em falta dinheiro para comprar medicamentos constantes da receita.
"O que tem nos incomodado é o facto de a agressora estar a circular à vontade pelo bairro, e a polícia não consegue detê-la. A minha vida já não é a mesma, e nunca será, tudo que eu peço é que me ajudem com fármacos e pomada para a remoção das cicatrizes", exigiu.
Quina, como é tratada carinhosamente, reside numa casa de renda com os dois filhos menores de idade e a mãe, que é idosa.
Contactado pela nossa reportagem, o porta-voz da polícia em Luanda, Superintendente-chefe Nestor Goubel, garantiu pronunciar-se oportunamente.







