Na Huíla: Sete reclusos beneficiam do indulto presidencial no âmbito dos 50 anos de independência nacional em Angola
Sete reclusos, com idades compreendidas entre os 24 e 35 anos, que haviam sido condenados a penas de dois a três anos e dez dias, e que cumpriam sentença na Comarca do Lubango, província da Huíla, pelos crimes de furto simples, tráfico de menor gravidade e roubo, beneficiaram, nesta segunda-feira (29), do indulto presidencial no âmbito das comemorações dos 50 anos de independência nacional em Angola, assinalar-se no próximo dia 11 de Novembro do ano em curso.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
A procuradora adjunta-geral da República e directora nacional da Fiscalização Judicial e Execução das Penas, Eliseth Paulo Francisco, esclareceu que os condenados cumpriram determinados requisitos, razão pela qual se sentem privilegiados por este acto de clemência do mais alto magistrado da Nação.
A magistrada frisou que “foram várias as situações que vos trouxeram até aqui. Em algum momento, entraram em rota de colisão com os bens e valores fundamentais da nossa sociedade.
Esperamos que o trabalho feito pelos operadores do sistema de justiça tenha efectivamente vos preparado para a sociedade que vos espera em liberdade, é uma sociedade que tem regras, vocês são jovens e o país precisa de vocês para que possamos dignificar a nossa independência e, do mesmo modo, a nossa liberdade”.
Realçou ainda que, uma vez postos em liberdade, os jovens devem ser bem acolhidos pela sociedade e não voltar a reincidir, regressando à mesma Comarca do Lubango.
José Jamba Calondungo, que havia sido condenado a dois anos e quatro meses pelo crime de posse e consumo de liamba, afirmou que esta será a sua última passagem pela prisão. Pediu perdão ao Ministério Público e garantiu que não voltará a cometer os mesmos erros, mostrando-se arrependido e feliz pela recepção à sua soltura.
Já Joel Dongala, condenado a dois anos pelo crime de furto de telefone, disse ter cumprido um ano e cinco meses, e mostrou-se surpreendido pelo indulto que o contemplou, confessando que não esperava tal benefício.
Por sua vez, Tucuma Canquelo, condenado pelo crime de obtenção de liamba, agradeceu o gesto do Titular do Poder Executivo e garantiu que jamais voltará a praticar actos ilícitos, tendo cumprido um ano e dois meses, afirmou ainda que desconhecia quantos anos teria de cumprir na totalidade da pena.







