Jovem agredida com barrote na cabeça e nas nádegas por urinar nas chapas de uma marcenaria no Sambizanga
Uma jovem de nome Osvaldina Aleixo Baptista, de 24 anos de idade, residente no bairro 12 de Julho, município do Sambizanga, foi agredida com paus na cabeça, por um vizinho identificado apenas por "Engano", por ter urinado na chapa da sua marcenaria.
Por: Cambuta Vieira
Osvaldina contou que no pretérito dia 28 de Setembro do ano em, por volta das 03 horas da madrugada, regressava de um convívio no Maculusso.
Depois de descer do táxi, seguiu o trajeto para a sua casa, pelo caminho, deparou-se com a sua tia acompanhada de uma amiga, e conversaram.
De seguida, a vítima sentiu a necessidade de urinar, e foi até a uma às chapas que tem servido como marcenaria, depois de ter agachado, foi surpreendida com um pau nas nádegas, acção protagonizada pelo senhor Engano proprietário do local.
"Assim que ele me bateu nas nádegas, eu levantei e pedi desculpas, mas o senhor ainda deu me com o pau nos braços, fugi até ao bar da Maravilha, localizado no mesmo bairro", disse.
Já no interior do bar, deparei-se com o seu tio e, enquanto explicava o ocorrido, o agressor entrou e voltou a agredi-la com um barrote na região da cabeça.
"Perdi os sentidos e desmaiei, quando acordei já estava no centro de saúde do bairro. Ao despertar, deparei-me com meu tio e o senhor Engano a discutirem, depois começaram a lutar, o meu tio foi mordido pelo agressor", recordou.
Segundo a vítima, levou sete pontos na cabeça, a ferida foi profunda, segundo os médicos, por esse motivo aconselharam-na a fazer outros exames.
Na tarde de domingo, depois de uma investigação da polícia, o agressor foi detido, conduzido até ao comando municipal do Sambizanga, mas no dia seguinte, segunda-feira, foi colocado em liberdade, por ter calcionado 50 mil kz, "mesmo sem apresentarmos os resultados do laboratório da criminalista", lamentou.
"Na terça-feira, depois de sairmos do laboratório com os resultados dos exames, fomos até ao comando municipal onde ficamos a saber que o agressor já se encontrava em liberdade há 24 horas", frisou.
A vítima realçou que nos primeiros dias após a agressão, não conseguia mexer a cabeça.
Na sexta-feira, tivemos que ir ao oftalmologista, por causa das dores que eu sentia.
"Na manhã de sexta-feira seguimos até ao especialista de oftalmologia localizado no Zé Pirão, fizemos a consulta, o especialista pediu para seguirmos com o tratamento, em função das sequelas que a visão poderá apresentar", disse.
Desde a agressão até ao momento, os familiares do agressor têm custeado tudo.
Relatos dos moradores afirmam que a jovem não é a primeira vítima do senhor.
A equipa deste jornal deslocou-se até ao comando municipal do Sambizanga, onde manteve conversa com um dos efectivo da Polícia Nacional.
Sem gravar entrevista, explicou que é normal um agressor pagar caução e responder o crime em liberdade, desde que a ofensa corporal não seja das mais gravosas, "isso não significa que já está tudo resolvido, porque a investigação continua", concluiu.







