No Sequele - Empresa Matondo Kwanzambi acusada de especular preços de energia eléctrica
Os moradores do bairro Canjinji, Zona-10, município do Sequele, província do Icolo e Bengo, clamam às autoridades de direito para que ponham termo ao estado de aflição em que a população se encontra devido às frequentes subidas dos custos de energia eléctrica fornecida a partir de um PT privado pertencente à empresa Matondo Kwanzambi- Prestação de Serviços (SU) LDA.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Os moradores disseram em exclusivo ao Na Mira do Crime, que a situação os deixa agastados devido às frequentes subidas no pagamento que não se adequa com a qualidade de energia eléctrica que consomem.
Adriano, morador da zona, avançou que a situação vem desde o ano passado, quando o pagamento mensal do consumo subiu de Akz 4,500 para Akz 5.500.00.
"Este ano voltou a subir para Akz 8.000 e está a ser difícil suportar o custo. A empresa não quer saber e, caso o consumidor não pague a tempo, sofre corte e para religar, tem que se pagar uma multa de 2.000 kwanzas.
Os habitantes do bairro disseram que a situação ocorre por não haver um PT público na localidade.
"O contrato também foi tocado pela onda de especulação, tendo atingido os 120 mil Kwanzas", referindo que muitas residências não têm energia eléctrica. Os encontros solicitados ao proprietário do PT, não surtiram efeito.
"Também enviamos um pedido de apoio à administração do Sequele no dia 21 de Julho, mas não houve resposta", informou outra residente.
A senhora Maria, de 53 anos de idade, avançou à nossa reportagem que se encontra a viver com os netos às escuras por não ter pago a mensalidade do consumo da energia eléctrica.
"Eles não querem saber, o pagamento devia ser de acordo com a quantidade consumida, mas eu que tenho apenas uma televisão em casa tenho de pagar 8 mil kwanzas e os que têm arca e outros electrodomésticos também pagam o mesmo preço; isso não pode ser", resmungou.
Na passada semana, a nossa reportagem dirigiu-se à direcção da referida Empresa, responsável pelo PT, mas o proprietário estava ausente.
No local, em contacto por via telefónica, o senhor Matondo Kwanzambi, proprietário, justificou que a sua empresa tem passado por dificuldades em pagar à ENDE, que também fez subir os seus preços.
"A ENDE exige que temos que pagar por mês cerca de 1 milhão e 500 Kwanzas e eu tenho que pagar os funcionários, e os nossos clientes pensam que estão a ser a explorados, mas não sabem quanta dificuldade eu enfrento", justificou
Em declarações à imprensa sobre o ponto de situação da energia eléctrica, durante o encontro com os presidentes do conselho das comissões de moradores realizado no dia 30 do mês de Setembro, no Marco Histórico do Kifangondo, o governador da província do Icolo e Bengo, Auxílio Jacobe, adiantou ser de domínio do governo local as dificuldades que muitas localidades da província que dirige enfrenta quanto ao consumo da energia eléctrica.
Salientou que todos os responsáveis dos PTs privados que actuam na província do Icolo e Bengo serão chamados nos próximos dias para "que se coloque termo à exploração das populações".







