Família sai ilesa após vários disparos efectuados em sua residência por um efectivo reformado da Polícia Nacional
Três membros da mesma família, mãe, Rita Bena Filipe, e duas filhas, saíram ilesas, após terem passado por um susto na madrugada de sexta-feira, 10, quando um efectivo da polícia, reformado, com a patente de 3º Subchefe, efectuou oito disparos de arma de fogo, do tipo pistola, que perfurou o portão e atingiu alguns electrodomésticos da residência, sem motivo aparente, no bairro farmácia madeira, município da Camama.
Por: Cambundo Caholua
De acordo com o filho mais velho da vítima, Esmeraldo Botelho, de 33 anos de idade, que vive ao lado, os disparos começaram por volta da meia noite, quando a mãe e as duas irmãs já se encontravam a dormir.
A família foi apanhada de surpresa, conta, quando o efectivo, reformado, identificado apenas por Gourgel proferia palavras ameaçadoras durante aquela madrugada, e em acto contínuo, disparou oito vezes em direcção a residência das vítimas, que perfurou o portão e, posteriormente, os electrodomésticos.
Esmeraldo explicou que as irmãs e a mãe pularam para o outro lado da casa para fugir. Alega que não existe uma razão clara para que o polícia agisse com extremismo.
Recordou que a única vez que a mãe e o acusado se desentenderam, foi quando os fiscais da ENDE, isto há quase três anos, apareceram para fazer cobrança da energia eléctrica, tão logo se fez o pagamento da dívida, os fiscais orientaram que se fizesse a religação a partir do posto do implicado, mas este não havia concordado, até que a situação ficou ultrapassado
"Para além da minha mãe, ele já tem feito ameaças no bairro, a ex-mulher separou-se dele e abriu um processo-crime contra ele devido a esse comportamento", assinalou.
Já a senhora Rita, meio apavorada, reforçou que dias antes do incidente não houve nenhum motivo ou desentendimento, ressaltou que o acusado é alguém solitário, não cumprimenta ninguém.
"Não discuti com ele. O senhor faz sempre isso, a primeira vez, chegou, também de madrugada, fez várias ameaças. Tem duas vizinhas que ele também fez a mesma coisa, só que não chegou de efectuar disparos", denunciou, tendo acrescentado que a sua esposa saiu de casa porque o mesmo queria matá-la
Tendo recordado que foi, apenas, há quase três anos que houve um incidente através da religação da energia eléctrica, conforme já referenciado.
Logo a seguir, já de manhã, os lesados accionaram os efectivos do SIC que o detiveram, sendo conduzido para a esquadra do Campo Universitário, onde permanece até o momento detido.
O queixoso fez saber ao Na Mira do Crime que teme que o acusado seja posto em liberdade, visto que as autoridades investigativa dizem que o mesmo precisa ser analisado para se apurar o seu estado psicológico.
"Tememos pelas nossas vidas, porque se ele sair não sabemos o que fará no futuro", receou.
O Na Mira do Crime contactou o Porta-voz do Serviço de Investigação Criminal em Luanda, Superintendente-chefe, Fernando Carvalho, que garantiu se pronunciar nas próximas horas.







