Excesso de prisão preventiva: Acusado de matar sobrinha de JES a tiro em frente dos filhos vai responder em liberdade
Arrancou, na manhã desta quarta-feira, 15, no Tribunal da Comarca de Viana, o julgamento com o Nº de processo 2587/24-E onde são arguidos Hilário Cupeia Vital, acusado de assassinar a tiro, no passado dia 26 de Abril de 2024, Carolina da Graça Silva dos Santos Cardoso, na altura, contava com 40 anos de idade, sobrinha do antigo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, bem como Anastácio Nhanga José, receptor dos telemóveis roubados durante os assaltos que a quadrilha realizou naquele dia.
Por: Cambundo Caholua
Durante audiência que decorreu na sala da 17.ª secção do referido tribunal, o julgamento começou com as questões prévias, onde a Juíza Elsa Montenegro deu a palavra aos advogados de defesa, advogado assistente da acusação, bem como o representante do Ministério Público.
Os advogados de defesa contestaram o excesso de prisão preventiva em que se encontra o seu constituinte, e solicitaram ao Tribunal que alterasse a medida de coacção pessoal aplicada ao arguido Hilário Cupeia Vital (prisão preventiva), para uma medida menos gravosa.
Na sequência, o representante do Ministério Público repudiou a questão prévia apresentada pela defesa, considerando que a complexidade do processo é de carácter violento.
Tomando a palavra, a Juíza deferiu o argumento apresentado pelo advogado de defesa relativamente a alteração da medida de coacção aplicada ao seu constituinte por se encontrar expirada a prisão preventiva.
Sendo assim, a magistrada alterou a referida medida tendo aplicado as seguintes: Aplicação de uma caução de 3 milhões de Kwanzas, considerando 2 milhões para caução carcerária, ao passo que um milhão será para caução económica, assim como foi aplicada a medida de Termo de Identidade de Residência (TIR).
Entretanto, o arguido não pode se ausentar da sua localidade de residência sem autorização, do mesmo modo não pode sair do país, devendo entregar o passaporte, se tiver, bem como outro documento que tenha a mesma força de saída do país.
Recorde-se, que o facto ocorreu no dia 26 de Abril de 2024, quando a vítima, ex-funcionária da Administração Geral Tributária (AGT), foi interpelada por dois elementos a bordo de uma motorizada e, de seguida, atingida mortalmente em frente dos dois filhos, isto no Calemba 2, junto à bomba da PUMANGOL, onde foi assassinado o antigo jogador de futebol do Petro de Luanda e da selecção nacional, Chinho.
Já o comparsa do arguido Hilário Cupeia Vital, identificado por Joaquim da Silva João, foi, no mesmo, perseguido e morto pela população isto após alguns metros do local onde ocorreu o acto criminoso.
A próxima audiência está marcada para o próximo dia 29 do mês em curso.







