Há nove meses sem salários: funcionários da empresa "Aerovia" afecto ao Ministério da Defesa cruzam os braços e exigem a destituição do actual gestor
Mais de 100 trabalhadores da empresa pública "Aerovia", ex-Paviterra, ligada ao Ministério da Defesa ligada ao ramo da construção, com sede no município da Maianga, em Luanda, encontram-se em greve desde segunda-feira, 13, devido à falta de pagamento dos salários, situação que já se arrasta há nove meses. Os trabalhadores exigem ainda a destituição do actual gestor daquela empresa, por incumprimento de outros pontos anteriormente apresentados no caderno reivindicativo.
Por: Kihunga Bessa e Tânia Angola
Visivelmente agastados com a situação, Linda Paiva, Henriques Gomes e Gonçalves Domingos, funcionários há mais de 17 anos, em nome do colectivo, informaram tratar-se da terceira fase da greve, tendo a primeira ocorrido em 2012.
Segundo os trabalhadores, além da falta de pagamento dos ordenados, está, também, em causa, o incumprimento, por parte da empresa de alguns pontos anteriormente apresentados no caderno reivindicativo, como o pagamento da Segurança Social, a indemnização de alguns funcionários, a reforma dos trabalhadores com idades abrangidas.
"Estamos a viver uma situação extremamente difícil. Desde que foi constituído o Conselho de Administração da Aerovia, nada tem sido feito para o crescimento da empresa, que está a declinar dia após dia", relataram.
Acrescentaram que, há três meses, o Ministro da Defesa Nacional e Veteranos da Pátria, João Ernesto dos Santos, visitou a empresa, e orientou o pagamento dos referidos salários, que, de acordo com os entrevistados, até ao momento não teimam em não chegar às suas contas.
Salientaram que a greve será temporariamente suspensa na sexta-feira, 17, aguardando a posição da direcção da empresa. "Se a empresa não se pronunciar, voltaremos a encerrar as portas por duas semanas, ou mesmo um mês", avisaram.
O Na Mira do Crime contactou via telefónica o Presidente do Conselho de Administração (PCA) daquela empresa, identificado apenas por senhor 'Comuri', para ouvir o contraditório, sem sucesso.







