Falta de energia na morgue do hospital geral da Matala obriga retirada urgente de cadáveres e gera protestos
A Sociedade Civil no município da Matala, província da Huíla, saiu às ruas neste sábado (18) em protesto contra as restrições constantes de energia eléctrica no Hospital Geral da Matala Nazário Vital, a manifestação visou exigir melhores condições de funcionamento na referida unidade hospitalar, onde a falta de corrente eléctrica tem obrigado à retirada urgente de cadáveres da morgue, além de pedir o fornecimento regular de energia ao bairro Km5.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
Segundo o activista Calamidade Verbal que falou ao Na Mira do Crime, o objectivo da manifestação “é exigir melhorias urgentes nos serviços públicos essenciais”, destacando que “a falta de energia tem comprometido o atendimento médico e colocado vidas em risco”.
Entre as principais reivindicações, os manifestantes exigiram a aquisição de um gerador para o Hospital Municipal da Matala, para evitar às escuras, quando não há iluminação da rede pública.
Também solicitaram maior atenção do governo para a extensão da rede eléctrica até ao bairro Km5, uma zona habitacional que permanece sem acesso a este bem essencial.
Com cartazes e palavras de ordem, os cidadãos pediram mais dignidade, melhores condições de saúde e inclusão energética para todos.
O activista sublinhou que, “enquanto o hospital enfrenta restrições constantes de energia eléctrica, algumas instituições e até a residência do administrador municipal, Manuel Machado, dispõem de energia normalmente”. Segundo ele, “é inadmissível que o hospital, que deveria ser prioridade, continue às escuras”.
Calamidade Verbal denunciou ainda que “os trabalhadores do hospital têm recorrido a lanternas para exercer as suas actividades”, apelando ao director do Hospital Geral da Matala, Domingos Zangão e ao administrador municipal, Manuel Machado “para que a situação seja resolvida com urgência”.
A ENDE, bem como a Administração Municipal da Matala, nunca se pronunciaram sobre as constantes restrições de energia eléctrica, o que deixa a população equivocada.
Ouvidos pelo Na Mira do Crime, vários cidadãos, que preferiram não ser identificados, confirmaram “as escuras constantes” naquela unidade hospitalar. Um dos entrevistados explicou que “quando alguém perde a vida no hospital, a família é imediatamente chamada para levar o corpo para casa”, e acrescentou que “os cadáveres depositados na morgue também são devolvidos com urgência aos familiares, devido à falta de energia eléctrica que impede a conservação adequada”.
Vale lembrar que, nos últimos meses, o município da Matala tem registado restrições no fornecimento de energia eléctrica.







