Bombeiros orientaram a família a procurar mergulhadores no bairro - Família clama pela intervenção no resgate do corpo de um adolescente que se afogou no rio Nzenza quando procurava material ferroso
Os familiares de um cidadão nacional que em vida atendia pelo nome Samuel Samangumbe "Mata Gato", de 16 anos de idade, residente no bairro Alto Cemitério, comuna do Kifangondo, Município do Sequele, encontram-se constrangidos desde terça-feira, 14, após terem recebido a informação de que o jovem "Mata Gato" terá se afogado no rio Nzenza (Kifangondo) e, passada uma semana, os bombeiros orientaram-lhes a procurar pescadores locais para resgatar o corpo no rio por não terem condições para tal.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Os familiares disseram ao Na Mira que do Crime que receberam a notícia por volta das 17 horas, por meio dos amigos da vítima.
A progenitora, Ana Bela, disse que os amigos chegaram em casa com a roupa do filho a informar que por volta das 15 horas o adolescente entrou no rio para retirar material ferroso e já não emergiu.
"Fomos ao Posto da polícia do Controlo do Kifangondo, disseram que já tinham comunicado aos bombeiros, mais tarde eu voltei na polícia do Controlo do Kifangondo, disseram que tinhamos que ir à Esqudra do Caetano, na Vidurl, posto lá mandaram-nos chegar aos bombeiros", contou.
A senhora explicou que as instalações dos bombeiros localiza-se a poucos metros da Esquadra do Caetano.
"Os bombeiros nos mandaram chegar ao Comando municipal de Cacuaco e, só no dia seguinte, quarta-feira, é que fomos para lá. A polícia orientou-nos a ir a morgue do Hospital de Cacuaco porque tinham sido resgatados dois corpos na boca do rio, mas não encontramos o corpo do meu filho, então voltamos no Comando de Cacuaco, mas disseram que tinhamos que voltar no dia 21, terça-feira. Eu não sei porquê que estão a dar muitas voltas", lamentou a senhora.
Sabino, tio da vítima, avançou que na manhã desta segunda-feira, 20, a família voltou ao Comando de Cacuaco e terão sido orientados a voltar ao Posto da polícia no Caetano, no bairro da Vidrul.
"Fomos outra vez a morgue de Cacuaco e depois passamos ao Comando municipal, mas mandaram-nos voltar ao Caetano. Posto no Caetano fomos mal atendidos, nem sequer prestaram atenção as nossas palavras, disseram que tinhamos que ir aos bombeiros, ao chegar aos bombeiros disseram que temos que arranjar um pescador no bairro para procurar o corpo porque eles não têm meios", disse o tio da vítima.
A nossa reportagem deslocou-se na tarde desta segunda-feira, 20 a Esqudra do Caetano onde fomos mal recebidos pelo comandante.
"Não sei mais o que a família quer, estivemos no local inclusive com a equipe de remoção, mas as pessoas estão em dúvidas se o jovem afogou-se mesmo ou ou não; não podemos fazer nada, caso contrário será esforço desnecessário", justificou.
A nossa reportagem apurou que muitos jovens têm procurado material ferroso no fundo do rio, onde estão destroços resultantes da batalha de Kifangondo do ano de 1975.
"O jovem afogou-se sim, entrou a primeira vez e saiu para avisar aos amigos que tinha encontrado um ferro grande, pegaram num arame amarram num pau e ele voltou a a entrar no rio com o arame para ir amarrar no ferro que tinha encontrado. Assim que ele subia do fundo do rio com o ferro, os amigos puxavam o arame, de repente rebentou e parece que o ferro era muito pesado e o apertou no fundo do rio", contou uma senhora vendedeira no local.
"Aqui vêm muitos jovens para retirar ferros no fundo do rio e levam para pesar, todos os dias eles tiram muitos ferros no rio. A polícia e os bombeiros têm que fazer alguma coisa, mas eles apenas chegaram, olharam, lavaram o carro e foram embora", denunciaram os lavadores de carros.







