Kilamba Kiaxi: Moto-taxistas queixam-se de constantes assaltos a mão armada nas paragens do Sanatório, Palanca 1 e 2 e Cayongo
Nos últimos dias, nas paragens do Sanatório, Palanca 1 e 2, Cayongo, junto à Direcção de Trânsito e Segurança Rodoviária (DTSER) e outras, no município do Kilamba Kiaxi, cidadãos que exercem a actividade de moto-táxi queixam-se do índice elevado de assaltos a mão armada, que visam principalmente motorizadas, praticados por marginais que se fazem passar por passageiros.
Por: Cambundo Caholua
Os moto-taxistas relataram ao Na Mira do Crime que os assaltos ocorrem nas ruas do Palanca, assim como na paragem do Golf e contam que os criminosos surgem simulando serem passageiros.
Afirmam ainda que os homens do mal atraem as vítimas até um local onde já se encontram os seus comparsas, e quando chegam a zona, sacam a arma de fogo, na sua maioria do tipo pistola, e logo a seguir anunciam o assalto.
Explicam também que os assaltos a motorizadas começaram a se intensificar naqueles arredores ao longo do mês de Agosto do ano em curso.
"Normalmente os assaltos a motorizadas na paragem do Cayongo iniciam no período das 18 horas em diante, depois de escurecer, isto começamos a verificar com maior força no mês de Agosto", revelou um moto-taxista.
Moto-taxistas de outras paragens, sobretudo a do Sanatório e Palanca, afirmaram que os marginais não têm um período de preferência, a qualquer hora podem surpreender.
"Eles aqui se chegarem, vão pedir uma corrida e no trajecto roubam a mota", contou o nosso entrevistado, acrescentando que não há um horário exacto, "a qualquer momento aparecem", atirou.
Acrescentou que recentemente um jovem foi morto a tiro junto a paragem do Sanatório, durante um assalto.
De acordo com os jovens, os malfeitores ao pedirem para serem transportados, qualquer seja o valor que são cobrados não reclamam.
"Eles não reclamam preço, mas a surpresa encontras no local de destino, levam a motorizada e se resistires podem te matar", assinalou.
Questionados o número de motorizadas roubadas nas últimas semanas, explicaram que não conseguem contabilizar, porque muitos, assim que sofrem assalto desistem da paragem e procuram uma outra placa, ao passo que, em caso de morte, só têm contabilizado um.
"É difícil afirmar a quantidade de motas roubadas, mas são várias, os colegas assim que sofrem assaltos fogem da placa e procuram outro local para trabalhar", observou.
O grito de socorro é acentuado nesta fase do ano, e às vítimas temem devido a chegada da fase festiva em que os malfeitores multiplicam-se e apelam a intervenção da polícia.







