Comandante da URP na Huíla constituído arguido pela PGR acusado de envolvimento em disputa de herança familiar
O comandante da Unidade de Reacção e Patrulhamento (URP) da Huíla, Guilherme Samunga Tchipa, foi constituído arguido pela Procuradoria-Geral da República (PGR), acusado de envolvimento num processo de disputa de herança familiar.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
Segundo fonte do Na Mira do Crime, Guilherme Samunga Tchipa, embora já tenha sido ouvido pela PGR, não foi detido, tendo-lhe sido aplicada uma caução, o que significa que o processo seguirá o seu curso normal, mas o arguido permanecerá em liberdade, esclareceu a fonte.
A fonte adiantou que a referida herança diz respeito aos bens deixados pelo pai biológico de Guilherme Samunga Tchipa já falecido, e o efectivo da Polícia Nacional teria descoberto recentemente a sua verdadeira filiação, após a realização de um teste de ADN que confirmou o parentesco.
"São ao todo oito irmãos, cada um de mãe diferente, e não houve entendimento quanto à divisão dos bens”, sublinhou.
De acordo com a fonte, a irmã mais velha decidiu vender uma residência, com o consentimento inicial de alguns irmãos, enquanto dois deles manifestaram-se contra.
“No princípio, todos haviam concordado com a venda, mas no dia da assinatura do contrato, dois irmãos não compareceram”, explicou.
Apesar disso, a conservatória autorizou o acto, permitindo a venda, e posteriormente os irmãos ausentes reclamaram do negócio, alegando venda ilegal do imóvel, o que originou a abertura do processo actualmente em investigação.
“O comandante Guilherme Samunga Tchipa está entre os irmãos que concordaram com a venda da casa”, esclareceu.
A mesma fonte realçou ainda que o pai não deixou testamento, facto que acentuou os conflitos familiares.
Contudo, o oficial não está suspenso das funções, uma vez que o processo não tem relação com o exercício profissional, porém, se lhe tivesse sido aplicada uma medida privativa de liberdade, como a prisão preventiva, então seria suspenso.







