É empresário e pastor: Proprietário da Empresa de Segurança Privada "Security One" acusado de negar-se a pagar salários a funcionários e ex-funcionários
O colectivo de trabalhadores e ex-trabalhadores da empresa de segurança Privada denominada "Security One", sediada no condomínio Jardim do Éden, no município da Camama, em Luanda, acusam o proprietário da empresa, empresário César Pinheiro Sebastião, também pastor da Igreja Catedral de Adoração e Promessa (CAP), de negar-se a pagar os salários em atraso, bem como denunciam práticas de agressão física contra colegas.
Por: Cambundo Caholua
Ao falarem a este jornal, sob anonimato, os actuais trabalhadores assim como os antigos, alegaram que tem sido prática do referido empresário em contratar funcionários e, posteriormente, atrasar ou mesmo não remunerar, a fim de enraivecer os empregados e, com isto, levá-los voluntariamente abandonarem o trabalho.
Denunciaram que na referida empresa, mais conhecida pela abreviação "S.O Segurança", muitos dos que reivindicam os salários têm mais de um ano de serviço, ao passo que os antigos trabalhadores, uns trabalharam seis meses, outros três meses, há ainda aqueles que trabalharam apenas dois meses.
Dizem tratar-se de funcionários de vários sectores, desde cozinheira, supervisor da área de segurança, bem como operativos.
Manifestam que estão entre dois, quatro e seis meses sem verem a cor dos seus ordenados.
“Estamos entre quatro e seis meses sem conhecer a cor dos nossos salários, o que levou muitos dos colegas abandonarem o emprego”, ressaltaram.
Os entrevistados foram mais longe ao denunciar que, no mês passado, o empresário César agrediu um funcionário porque alegadamente o mesmo, já agastado com o atraso salarial, e de tanto exigir, enfureceu-se e entendeu levar um telefone da empresa.
Em resposta, contam, o empresário e pastor esbofeteou o ex-funcionário.
Os queixosos revelaram que o empresário César Pinheiro Sebastião é proprietário de outros empreendimentos na capital do país, mas como não tem prática de remunerar, sublinharam que muitas destas propriedades os funcionários abandonaram o local, e a solução foi encerrar os mesmos estabelecimentos.
"Ele encerrou vários empreendimentos por não pagar salário dos trabalhadores, muitos abandonaram o local de serviço", revelaram.
"Queremos ajuda, queremos que ele pague os nossos salários, há operativos inocentes que entraram a menos de um mês, não sabem como ele é. Pedimos a quem de direito para nos auxiliar e ele liquidar as nossas dívidas", imploraram.
Uma equipa deste jornal deslocou-se na manhã desta segunda-feira, 27, até ao condomínio Jardim do Éden, a fim de ouvir o contraditório.
Já no local, coincidentemente, o empresário contactou a equipa de reportagem, por via telefónica, dizendo que não se encontrava no seu escritório. Mas ainda assim, sem muito detalhe, negou todas as acusações que pesam sobre si, tendo afirmado que não condiz com a verdade, visto que tem todos os salários dos trabalhadores regularizados.
Por outra, assegurou que só estaria disponível a esclarecer o assunto na próxima quinta-feira, 03 de Novembro.
O Na Mira do Crime, refira-se, está desde quinta-feira, 22, do mês em curso, mas sem sucesso.







