Mais de 300 efectivos da polícia promovidos na Huíla: Agentes reguladores de trânsito desde 2019 sentem-se esquecidos
Mais de 300 efectivos do Comando Provincial da Polícia Nacional na Huíla foram promovidos, nesta sexta-feira (24 ), aos postos de oficiais subalternos, subchefes e agentes, num acto que destacou o mérito, a disciplina e a dedicação demonstradas ao longo dos anos de serviço.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
A cerimónia de imposição de patentes decorreu na parada do Comando municipal no Lubango, sob a presidência do comandante provincial em exercício, subcomissário Ambrósio Claudino Gomes, que elogiou o profissionalismo e o comprometimento dos efectivos promovidos.
“Ser agente da ordem pública exige compromisso, disciplina e responsabilidade para com a Pátria e o povo, a promoção é o reconhecimento do esforço e da entrega de cada um à missão de garantir a segurança e a tranquilidade dos cidadãos”, destacou o oficial comissário.
Já os agentes da Polícia Nacional de Viação e Trânsito do comando municipal do Lubango, oriundos das Forças Armadas Angolanas (FAA), que falaram nesta segunda-feira (27), ao Na Mira do Crime e pediram para não serem identificados, mostram-se insatisfeitos com o critério de selecção, uma vez que estão há mais de cinco anos na categoria de agentes de segunda classe, desde 2019.
Eles acusam haver separatismo no Comando Provincial da Polícia Nacional da Huíla quanto às promoções, afirmando que “os que foram promovidos nesta sexta-feira são sempre os mesmos que já haviam sido promovidos anteriormente, enquanto a nós ninguém diz nada”.
Segundo os queixosos, o problema reside na área dos Recursos Humanos do Comando Provincial da Polícia Nacional da Huíla, e apelam ao ministro do Interior, Manuel Homem, que intervenha para que a situação também seja resolvida.
“Estão sempre a promover aqueles que ocupam cargos de direcção e chefia, tudo por amigismo, familiarismo entre outras amizades, no comando provincial, nas mais diversas áreas de especialidade, na Polícia Nacional, URP, PIR, Direcção de Viação e Trânsito, entre outros, nós, que diariamente estamos nas ruas, infelizmente não fomos abrangidos.”
O Na Mira do Crime contactou o gabinete de comunicação institucional e imprensa (GCII) do Comando Provincial da Polícia Nacional para apurar os factos, mas até ao fecho desta edição não obteve resposta.







