Cidadão acusa SIC de parcialidade num acidente que evolve sua viatura e camião da Cimangola em Cacuaco
Um cidadão nacional de nome João Pedro Ndombaxi, de 44 anos de idade, morador do bairro Mayé-Mayé, município do Sequele, província do Icolo e Bengo, acusa o Serviço de Investigação Criminal (SIC) de Cacuaco de parcialidade no tratamento de um processo sobre um acidente de viação, envolvendo a sua viatura de marca Hyundai Sonata, cor cinzenta, com chapa de matrícula LD-96-64 HO e um camião pertencente à empresa Cimangola
Por: Kihunga Bessa
De acordo com o lesado, o acidente ocorreu no dia 3 de Março do ano de 2023, na Estrada Nacional - 210, no município de Cacuaco, quando, supostamente, de repente, o camionista Estevão João Kiasisua, embateu contra a sua viatura, que seguia o seu curso normal e com toda a documentação em dia.
“Depois do camião de marca Sino-Truck, de cor branca, com a chapa de matrícula LD-86-09 HR, embater contra a minha viatura, como o camião não tinha seguro, pôs-se em fuga. Graças a um automobilista que o seguiu e o alcançou mais à frente”, informou.
O caso foi inicialmente levado ao Departamento de Viação e Trânsito do Comando Municipal de Cacuaco, que o remeteu ao Serviço de Investigação Criminal (SIC), por envolver danos materiais e fuga do local do sinistro.
Contudo, o processo terá permanecido arquivado por longo período. Inconformado, o denunciante recorreu ao Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional, onde o processo foi reaberto sob o n.º 4913/023, instruído por uma agente identificada apenas por Regina.
“Quando notei que a demora do processo era excessiva, decidi escrever à Procuradoria-Geral da República (PGR) para efectuar uma reclamação. Esta encaminhou o caso ao Tribunal da Comarca de Luanda- Palácio Dona Ana Joaquina, que, ao notar irregularidades no processo, em que me acusam como culpado, devolveu-o novamente ao SIC-Cacuaco. Até à presente data, não obtive qualquer resposta”, lamentou.
Perante a demora das autoridades, o lesado afirma ter procurado directamente a direcção da Cimangola para resolver a questão dos danos causados à sua viatura. No entanto, a empresa ter-se-á recusado a assumir responsabilidade, apesar de o camião envolvido no acidente ser seu património.
“AT minha viatura era a principal fonte de rendimento da família. Desde o acidente, enfrento dificuldades para sustentar os meus filhos”, desabafou o denunciante, apelando à intervenção das entidades competentes para que o caso seja finalmente resolvido.
Contactado pelo Na Mira do Crime, um responsável do SIC-Cacuaco informou que o caso já não está sob a alçada do comando municipal, tendo sido transferido para o SIC-Luanda, a pedido do próprio proprietário da viatura.







