Funcionários da empresa Libanesa Sanabel Group denunciam maus-tratos e despedimentos arbitrários sem qualquer indemnização
Um colectivo de trabalhadores da empresa libanesa Sanabel Group Industrial, responsável pela produção de trigo, fermento, bolachas, massa alimentar e ração animal, situada na via expressa, zona da Vila Flor, município do Kilamba, acusam a direcção de impor rotatividade forçada e de violar direitos laborais sem diálogo nem compensação. Os funcionários afirmam que a direcção tem vindo a atropelar os direitos laborais de forma sistemática.
Por: Kihunga Bessa
Segundo os trabalhadores, a empresa emprega mais de 300 pessoas em diferentes áreas de produção.
O conflito terá começado em Junho do presente ano, quando cerca de 25 funcionários gozaram férias. Após o regresso, a direcção decidiu alterar o sistema de trabalho, implementando um regime de rotatividade mensal, medida que gerou grande descontentamento entre os operários.
“Após o regresso dos colegas, a direcção dividiu o grupo em dois, criando uma escala de permanência em casa durante um mês, sem o pagamento dos respectivos salários, alegando falta de verbas devido à baixa de produção. Esta decisão não aprovamos, porque todos os dias produzimos o suficiente”, relataram funcionários visivelmente revoltados.
Os trabalhadores afirmam ainda que tentaram, por diversas vezes, dialogar com a direcção, mas sem sucesso.
Segundo relatam, o senhor Navalha, director dos Recursos Humanos, de nacionalidade angolana, e o senhor Sherif, de nacionalidade libanesa, têm adoptado uma postura autoritária e desrespeitosa para com os colaboradores.
“Eles disseram-nos que quem não quiser trabalhar pode rescindir o contrato. Muitos de nós preferimos rescindir, mas mesmo assim recusam-se a formalizar a rescisão, para não pagarem às indemnizações”, denunciaram.
Os funcionários pedem a intervenção urgente das autoridades competentes para pôr termo à situação, que consideram injusta e humilhante.
O Na Mira do Crime deslocou-se até à referida empresa para ouvir o contraditório sobre as acusações que pesam sobre a direcção, mas até ao fecho desta edição não obteve qualquer resposta oficial.







