Não aceita separação: Suposto efectivo do SIC-Luanda acusado de agredir brutalmente a ex-namorada na Ilha do Mussulo, jovem teve dois ossos do braço fraturados
Um cidadão nacional de nome Edson Gomes de Louro Figueiredo, suposto efectivo do SIC-Luanda, com a patente de agente de 3.ª classe, está a ser acusado de agredir, na tarde de terça-feira, 04, na Ilha do Mussulo, a sua ex-namorada, de nome Solene Pereira, de 20 anos de idade, moradora do bairro Cassequel do Lourenço, município da Maianga, a ponto de lhe fracturar dois ossos no braço esquerdo e causar várias hematomas, por não aceitar o fim da relação.
Por: Kihunga Bessa
Em declarações exclusivas ao Na Mira do Crime, a vítima, actualmente internada numa unidade hospitalar, conta que manteve um relacionamento de dez meses com o acusado. Segundo disse, tudo aconteceu por volta das 17 horas, do dia acima referido, quando decidiu pôr fim ao namoro, e decidiu visitar um amigo na Ilha do Mussulo, acompanhada de uma amiga.
“Ele havia-me oferecido um telemóvel que, sem eu saber, estava equipado com GPS. De repente, ligou-me a dizer: Estou aqui na casa branca do Mussulo, sai fora, vamos conversar”, relatou.
A jovem explicou que, ao sair, encontrou-se com o ex-companheiro, que a levou até uma zona isolada. Ali, exigiu-lhe explicações sobre o término da relação e, ao ouvir que ela confirmava o fim, enfureceu-se e começou a agredi-la com socos e pontapés.
“Ele dizia: Tu não podes deixar-me, vou te matar e também vou me matar", contou a vítima.
Solene recorda que só não perdeu a vida porque conseguiu morder o agressor e fugir, escondendo-se atrás de um arbusto, enquanto ele a procurava.
Momentos depois, segundo a jovem, o acusado contratou alguns indivíduos, pagando-lhes para que a encontrassem. No entanto, estes, comovidos com o estado em que ela se encontrava, decidiram ajudá-la.
“Levaram-me até à casa onde eu estava. O meu amigo chamou uma lancha, fizemos a travessia e seguimos para o Comando Municipal de Talatona, onde participei a ocorrência. De seguida, fui levada a uma unidade hospitalar onde ainda me encontro internada”, relatou.
A mãe da vítima, Niuza Gonçalves, denunciou que, após o crime, o acusado usou o telefone da filha para divulgar fotos íntimas e enviou mensagens com ameaças de morte à família.
“Ele parecia uma boa pessoa. Sempre que saía com a minha filha, avisava-nos. Lamento profundamente o sucedido e peço justiça”, exigiu.
De acordo com informações apuradas pelo Na Mira do Crime, dias após o caso, a família dirigiu-se ao SIC-Geral, na sala de crimes contra as pessoas e inspecção, onde foi formalizada a queixa. O processo encontra-se em fase de tramitação, aguardando apenas a atribuição do número.
Este jornal contactou, via telefónica, o porta-voz do SIC-Geral, Superintendente-Chefe Manuel Halaiwa para apurar a veracidade dos factos, e este prometeu pronunciar-se a qualquer momento.







