Fingia gravidez: Jovem de 29 anos sequestra filho da amiga de 02 meses para simular que deu à luz e forçar o marido a continuar a pagar à mesada
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), através do seu Departamento Municipal da Camama, deteve, recentemente, uma cidadã nacional de nome Rita Lucas, de 29 anos de idade, residente no mesmo município, implicada no crime de sequestro de um menor de 02 meses de idade, para dar "de presente" ao marido como forma de o forçar a continuar a pagar a mesada, visto que a mesma fingia estar grávida.
Por: Kihunga Bessa
Segundo Rosa Paulo, mãe da criança, de 21 anos de idade, moradora da Sapú II, o caso ocorreu por volta das zero horas do dia 04 de Outubro do ano em curso, quando ela, em companhia da sua irmã e do seu filho dormiam na sua residência.
“Enquanto dormíamos, eu sonhava que mais alguém estava em casa; de repente despertei e vi que o bebé não estava na cama e que a porta estava aberta", recordou.
Assustada, continuou, pôs-se aos gritos, despertando a irmã gémea que dormia ao seu lado.
Acrescentou que a irmã, ainda sonolenta, afirmou ter visto uma pessoa vestida de preto, saindo do quarto em direcção ao quintal, carregando algo no colo.
Tentou segui-la, mas sem êxito, tendo em conta a rapidez com que a implicada se movia, alcançando rapidamente a rua.
Disse ainda que, já na rua, indagaram algumas pessoas, que confirmaram ter visto uma senhora trajada de preto carregando uma criança ao colo, e que ao chegar a uma zona totalmente escura da rua, pôs-se a correr.
“Na mesma madrugada fomos participar a ocorrência na esquadra local”, disse.
A acusada confessa que sequestrou o bebé da sua amiga para o dar ao seu marido, que trabalha no interior do país e que mandava dinheiro porque sabia que a mesma estava grávida.
“Ele sabia que eu estava grávida, mas desconhecia que eu tinha abortado; então tive essa iniciativa, com medo de o perder”, confessou.
Explicou que entrou na residência antes de todos dormirem e ficou escondida algures na casa.
Depois de levar a criança, ficou com o mesmo durante seis dias, até ser encontrada pelas autoridades no dia 10 de Outubro.
Aos prantos, manifestou arrependimento e pediu desculpas às famílias lesadas.
Durante o acto de apresentação, que teve lugar no Comando Municipal da Camama, o porta-voz do SIC-Luanda em exercício, Inspector Emanuel Capita, avançou que a detenção da implicada foi possível mediante uma queixa efectuada pelos lesados numa das esquadras daquela circunscrição.







