Estradas mataram 2.636 pessoas em 11 meses - Sociedade marcha pela redução da sinistralidade rodoviária Angola
Foi realizada neste domingo, 16, pelo Conselho Nacional de Viação e Ordenamento do Trânsito, uma marcha na marginal de Luanda, em memória das vítimas das estradas no país, cujo acto foi orientado pelo Ministro do Interior, Manuel Homem, que defendeu a importância de se reforçar a prevenção dos acidentes rodoviários.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
A marcha, sob o lema: "Mude agora antes que seja tarde", partiu do largo do Porto de Luanda. Os presentes, membros das igrejas cristãs em Angola, nomeadamente os escuteiros da igreja Católica, a juventude da igreja Universal, a banda musical da igreja Tocoísta, os órgãos de segurança, dentre outros, percorreram ao longo da avenida 4 de Fevereiro lançando apelos para a redução dos acidentes nas estradas.
O acto, que se celebra em cada terceiro domingo de Novembro de cada ano, foi antecedido da deposição de uma coroa de flores e uma oração a favor dos que morreram em acidentes rodoviários, feita pelo Secretário do Conselho das Igrejas Cristãs em Angola (CICA).
O Ministro do Interior, acompanhado da Ministra da Educação, Luísa Grilo e do Comandante Geral da Polícia Nacional, Comissário -Geral, Francisco Ribas da Silva, reiterou que o acto serve para honrar as vidas perdidas e avaliar as marcas de dor profundas causadas pelos acidentes, que tanto ferem as famílias.
"A sinistralidade rodoviária continua a ser uma das principais causas de morte e de sofrimento em Angola", avaliou o ministro, salientando que "de Janeiro a Outubro do ano em curso, registamos mais de 10 mil acidentes de viação, que resultaram em 2.636 mortes e 14.507 feridos", sublinhou.
Manuel Homem sublinhou ser importante o reforço das acções preventivas dos acidentes rodoviários.
"Em cada estatística, existe uma história interrompida que não chega a acontecer. Proteger a vida é dever que toca a todos e a segurança rodoviária não pode ser vista apenas como um conjunto de regras; mas sim, é um gesto de humanidade e de responsabilidade", apelou.
O dirigente defendeu que para se evitar a sinistralidade rodoviária, é importante que todos respeitem as normas do Código de estrada.
"Devemos respeitar o código de estrada e devemos compreender que cada atitude no trânsito pode salvar ou tirar uma vida. Por isso, mude agora antes que seja tarde", apelou o ministro.







