Fórum Internacional dos Jovens com as Embaixadas envia 3º grupo de bolseiros angolanos a Portugal
Sob o lema "Formar o meu filho para servir o meu país", o Fórum Internacional dos Jovens com as Embaixadas
(FIJE) enviou no último domingo, 23 do mês corrente, o terceiro grupo de bolseiros angolanos a Portugal, uma iniciativa de carácter contínuo, educativo e patriótico, que visa formar, capacitar e qualificar jovens angolanos em áreas técnico-profissionais e de ensino superior, fortalecendo o capital humano nacional e o compromisso com o desenvolvimento de Angola.
Por: Edilson Pinto
Segundo Clinton Matias, Presidente Internacional do FIJE, até ao momento, 150 jovens já beneficiaram de bolsas de estudo, e só foi possível porque contou com o apoio do Estado angolano, sob visão do líder máximo que olha para a juventude como seguimento principal e a força motriz do país. Alegou ainda o intercâmbio com a comunidade intencional que tem sido positivo, pois o Fórum é parceiro da União Europeia e União Africana, e estas oportunidades vêm cobrir as necessidades do Estado. "Nós, como organização, associação e projecto, já há muito que trabalhamos nisto e só agora entendemos alargar essas oportunidades. Nós, o FIJE, olhamos para o seguimento mais vulnerável, aqueles jovens que têm vontade de estudar e se formar mas não têm capacidade financeira. Junto aos parceiros e com apoio do Executivo, estamos a conseguir mandá-los para fora do país para se formarem", disse, salientando que os jovens são aqueles de quem se espera e, sendo assim, chegou o momento de ajudarem o Estado angolano. O macro deve ser o governo a fazer, mas o micro depende muito também de associações.
Sobre os critérios de avaliação, ele explicou que deve ser um aluno exemplar, com bom aproveitamento académico, não só para Luanda, mas também para toda a extensão do país.
Já Américo Tomás, porta-voz do projecto, avançou que os bolseiros vão para diferentes partes de Portugal, tudo em função de alguns memorandos assinados pelo presidente da associação e várias instituições técnicas daquele país. "Agora, chegou momento efectivar, os bolseiros serão formados em aéreas como computação, ciências sociais e exactas e também formação em saúde", salientou, referindo que ainda que nesta fase, as bolsas são apenas para o ensino médio e no próximo ano já haverá bolsas para o ensino superior.
Disse também que elas serão extensivas, ou seja, depois do médio, poderão dar seguimento ao ensino superior.
A actividade contou com a presença da direcção do FIJE, encarregados de educação, pais, os alunos bolseiros e distintas individualidades ligadas ao projecto.
A euforia dos bolseiros e familiares era visível, onde alguns alegaram que não é uma simples viagem, mas representava a materialização de um sonho colectivo, de ver jovens angolanos a transformarem conhecimentos em progresso e oportunidades produzindo resultados concretos para o país.







