Trabalhadores denunciam despedimentos arbitrários e cobranças ilegais na empresa chinesa Jinfa no Kilamba
A Jinfa Construction and Installation Engineering Co. Ltd., empresa de origem chinesa que actua na zona entre a Centralidade do Kilamba e o KK, está a ser acusada de efectuar despedimentos arbitrários e sem indemnização, de acordo com denúncias, mais de cinco trabalhadores foram afastados em Setembro, apesar de terem contratos válidos até Novembro do presente ano.
Por: Solange Figueira
A área de Recursos Humanos, sediada no Município de Calumbo, desvio do Zango, é também apontada por alegadas práticas irregulares na gestão da força de trabalho.
Segundo os funcionários, o episódio que terá desencadeado os despedimentos está ligado a uma panela eléctrica utilizada para preparar o almoço.
A empresa mantém cozinhas separadas para trabalhadores angolanos e chineses, um chefe chinês terá solicitado a um outro de equipa dos electricistas que reparasse a panela destinada à cozinha dos angolanos.
O electricista identificou um cabo solto e, ao transportar o equipamento, desligou-o da corrente eléctrica.
O acto terá provocado descontentamento entre os responsáveis chineses, culminando no despedimento imediato dos trabalhadores envolvidos, sem qualquer revogação contratual ou compensação financeira.
António Kinguemba, chefe de equipa dos electricistas, afirma que trabalhava há oito meses na empresa e denuncia pagamentos inferiores aos acordados.
“O nosso salário era de 130 mil, mas só recebíamos 110 mil, os domingos em que não trabalhamos são descontados, o que não é correcto, desde Agosto deste ano, um novo responsável chinês começou a despedir pessoas sem motivo”, contou.
Kinguemba acrescenta que foi despedido por recusar realizar um serviço de electricidade sem equipamento de protecção individual.
Outro trabalhador, Amaral Miguel, relata ter sido abordado por Francisco, funcionário angolano do sector de Recursos Humanos, após ter sido afastado.
“Ele pediu-me 30 mil kwanzas para eu regressar à empresa, não aceitei porque fui despedido por injusta causa e o meu contrato ainda estava em vigor”, disse.
A equipa de reportagem deste jornal tentou ouvir o representante do sector de Recursos Humanos, identificado apenas como Francisco, mas este recusou comentar as acusações, demonstrando irritação, desligou a chamada após ser informado do motivo do contacto.
“O meu nome é Senhor Francisco, a que se deve? Temos uma direcção e não quero falar convosco”, afirmou antes de encerrar a comunicação.







