MPLA na Huíla comemora 69 anos de existência: população da Eiwa manifesta-se contra a falta de energia eléctrica e água potável
A população dos bairros Eiwa e Tenga, no Lubango, província da Huíla, manifestou-se neste sábado (06) contra a falta de energia eléctrica, água potável e outros serviços básicos.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
O cidadão Belchior Armando, morador da zona, disse que o governo dirigido pelo MPLA tem sacrificado a população em detrimento de interesses pessoais, explicou que, desde a criação do bairro Tenga, nunca houve energia eléctrica nem água potável, obrigando os moradores a consumirem água de poços impróprios para o consumo humano.
Sublinhou ainda que, devido à escuridão, o índice de delinquência aumentou significativamente, os meliantes assaltam transeuntes e levam os seus pertences, sobretudo ao anoitecer.
Realçou que esperam que o primeiro secretário provincial do MPLA, que acumula o cargo de governador, reveja com seriedade a situação para o bem dos habitantes.
O morador frisou que há seis anos apresentam as mesmas preocupações às autoridades, mas sem qualquer solução, razão pela qual voltaram a manifestar-se.
Referiu igualmente a falta de uma escola no bairro, obrigando as crianças a percorrer longas distâncias, mais de seis quilómetros para terem acesso ao ensino.
Defendeu que as autoridades devem olhar para a situação “com olhos de ver” e deixar de ignorar as necessidades dos moradores.
Belchior adiantou que várias vezes recorreram à administração local, mas os responsáveis afirmam depender de ordens superiores, não tendo competência para resolver a situação.
Esclareceu que, recentemente, houve um funeral de um cidadão esfaqueado na ponte de acesso ao bairro, onde depois das 19h ninguém circula devido à intensa actividade criminosa, a comunidade pede iluminação pública urgente para aquela via.
Para se protegerem, relatou que precisam evitar circular depois das 18h, permanecendo em casa para fugir aos assaltos.
Outro manifestante, António Ndala, afirmou que desde o surgimento do bairro nunca tiveram energia eléctrica nem água potável, situação que apoquenta os residentes.
Disse que continuam a retirar água do rio, onde os animais também bebem ou de poços com água imprópria, acusou o primeiro secretário do partido no poder de não responder às preocupações da população e defendeu que o país precisa de um governo que resolva os problemas básicos, como energia, água e outros serviços essenciais, caso contrário, sugeriu, as autoridades devem “demitir-se do poder”.
António Ndala frisou ainda que o nível de delinquência é elevado devido à falta de iluminação pública, motivando constantes roubos por parte de grupos armados, apelou para que sejam instalados serviços de energia e água potável com urgência.
Já José Carlos considerou que outro problema grave é o aumento do preço do cimento no mercado local, algo que “nunca se viu”.
Advertiu que a população deve pensar bem nas eleições de 2027, defendendo que é preciso mudar o quadro actual.
Sublinhou que muitos jovens e não só, estão impossibilitados de construir casa própria, porque o custo do material de construção não corresponde ao poder de compra. Realçou que ``é urgente mudar o rumo do país``.







