Dois polos diferentes mas com os mesmos problemas - População reclama falta de saneamento básico em Cacuaco e na centralidade 8 mil
O município do Calumbo, mais precisamente a centralidade do Zango 8 mil, e o município de Cacuaco, embora estejam em pólos diferentes, convivem com o mesmo problema: precário saneamento básico, segundo os munícipes, que dizem que há zonas onde já não é possivel passar, por causa do cheiro nauseabundo.
Por: Solange Figueira
Os moradores da centralidade do uZango 8 mil estão agastados com a situação pois, há vários meses, vêm reclamando da falta de saneamento básico e do mau cheiro, que vem dos esgotos e das fossas que jorram água podre que vai escorrendo até à estrada, causando um cheiro insuportável.
Os blocos afectados com este problema estão devidamente identificados: Bloco M, Bloco L - frente à igreja católica, Bloco J, Bloco C e Bloco D.
Já o município de Cacuaco, que tem uma população de aproximadamente um milhão e 200 mil residentes, que circulam constantemente no perímetro da administração municipal, os moradores reclamam do mau cheiro e degradação da via, porque foi destruído um passeio, pela administração, com a finalidade de se fazer uma vala de drenagem para o escoamento das águas, o que não aconteceu. Até hoje, as obras estão paradas.
Abriu-se um buraco para o escoamento das águas residuais, uma vala de drenagem que hoje sai mau cheiro e polui o meio ambiente. A administração diz estar a fazer um trabalho para a resolução do problema. Porém, estas obras estão paradas há mais de um mês.
Segundo Carlos Manuel, morador da Centralidade do Zango 8 mil, a falta de saneamento básico é um problema que a centralidade enfrenta há vários anos. "Aqui, todas as fossas estão abertas, vivemos nos prédios e passamos muito mal. Já reportamos a situação à Administração de Calumbo, mas nada é feito para resolver o problema", disse, reforçando que as águas do esgoto escorrem até à estrada, e quando os carros passam em alta velocidade, vão molhando os transeuntes. "As vivendas não têm este problema, é só nos prédios", enfatizou, referindo que para se minimizar a situação, cada família tem sido obrigada a pagar uma taxa de 10 mil Kwanzas por família.
Sandra Teixeira, moradora do bloco M, reclamando da situação, diz que o quarteirão M é o mais afectado com o mau cheiro. "Esta situação é muito crítica. A maioria das fossas deste bloco estão arrebentadas, vivemos a inalar todo esse cheiro", afirmou, pedindo apoio da administração para o bem dos munícipes.
"As chuvas se avizinham e com elas, caso k cenário prevaleça, poderemos ter cólera", avisou.
A nossa equipa de reportagem deslocou-se até à Administração Municipal de Cacuaco, recebeu a informação de que a obra é de sua responsabilidade ; estava em andamento, mas por algumas questões, tiveram que parar temporariamente.







