Certificados que venham depois - Efectivos da PIR ingressados em 2014 clamam por regularização de patenteamento
A maior parte dos Efectivos da Polícia de Intervenção Rápida (PIR), ingressados em 2014 queixam-se da falta de patenteamento, o que tem afectado directamente o moral, a motivação e a dignidade profissional dos agentes.
Por: Lito Dias
Em carta dirigida ao Ministro do Interior a que este jornal teve acesso, os efectivos em referência dizem que desde o seu ingresso na PIR até ao presente momento, continuam a servir o Estado angolano exclusivamente na condição de agentes, apesar de mais de uma década de serviço activo, contínuo e ininterrupto, caracterizado pelo cumprimento de missões de elevada complexidade operacional, risco extremo e forte exigência física e psicológica.
Realçam que a PIR, como força especial, é frequentemente empregue nas situações mais sensíveis da segurança interna do país. “Ao longo destes anos, cumprimos missões em diversas províncias de Angola, muitas vezes em contextos de elevada tensão social e operacional; enfrentámos longos períodos longe das nossas famílias, com sacrifícios profundos na vida pessoal e social”, sublinham.
“Trabalhámos em condições adversas, com alimentação e repouso limitados; perdemos colegas em serviço, homens que tombaram no cumprimento do dever, entregando as suas vidas à Pátria com honra e bravura”, relatam, salientando que apesar deste histórico de sacrifício e entrega total, o reconhecimento institucional tem-se limitado, na maioria das vezes, à atribuição de certificados de participação em cursos ou de encerramento de anos de instrução, o que, embora relevante, não substitui o direito legítimo.
Dizem não querer privilégios, mas sim justiça a equidade. “Pedimos o reconhecimento proporcional ao tempo de serviço, às missões cumpridas e ao sangue derramado por colegas que já não estão entre nós” dizem.
Ao ministro do Interior exigem que determine a análise urgente da situação dos agentes ingressados em 2014; promova a regularização do patenteamento, com base no tempo de serviço e nos critérios legais vigentes e garanta maior transparência nos processos de progressão na carreira, evitando desigualdades que ferem o moral da tropa.







