Município de Viana: População acusa loja Arreiou de vender bebidas energéticas com prazo de validade vencido
A loja Arreiou, que está a comercializar bebidas energéticas expiradas está situada na estrada direita do Cemitério de Viana, antiga paragem do Zango, antes das Jembas.
Por: Solange Figueira
Os clientes da referida loja fizeram uma denúncia ao Na Mira do Crime, dando conta da comercialização de bebidas energéticas fora do prazo de validade. Cada unidade era vendida a 250 kwanzas, mas por estarem expiradas, o preço baixou para 100 kwanzas.
Os denunciantes alegam também que não é a primeira vez que tal facto acontece. Já é um hábito a referida loja vender produtos fora do prazo de validade, uma prática que é punível por lei e prejudicial à saúde.
De acordo com Alexandre Da Silva, cliente da loja há vários anos, tal facto acontece por falta de fiscalização assídua por parte das entidades competentes.
"A ANIESA devia estar atenta a essas lojas que só querem vender e não se importam com os produtos estragados. Isso é um atentado à saúde pública que pode nos causar a morte", reagiu.
Eufrásia Miguel, cliente e consumidora dos produtos da Loja Arreiou, diz ter visto os produtos caducados a serem vendidos na loja. "Muita gente estava a comprar a bebida, por estar barata. Estavam a vender a 100 kwanzas. Ontem mesmo, ainda estavam a vender, acabou hoje. A data de caducidade era dia 30 de Novembro. Eles tinham muitas embalagens no sítio, decidiram baixar o preço para atrair clientes. Isso é muito errado, estão a brincar com a nossa saúde, podemos ficar gravemente doentes, acabar por morrer por causa desta negligência, reprimiu, sublinhando que, na lei, o bem mais importante e inviolável é a vida, mas com este crime estão a violar os "nossos direitos".
A nossa equipa de reportagem deslocou-se até à Loja Arreiou mencionada a fim de averiguar os factos. Constatou-se que, na verdade, baixou-se o preço da bebida energética para 100 kwanzas. Porém, nas prateleiras, estavam apenas os preços colados, sem as bebidas expiradas, porque já tinham sido retiradas.
Em contacto com a gerência da loja, esta nega a acusação. "Realmente, tínhamos aqui bebidas energéticas a um preço baixo, não estavam
expiradas. Baixamos o preço porque a data de validade era até dia 31 de Dezembro. Como tínhamos muitas, preferimos pôr a um preço acessível. Nunca vendemos produtos estragados e nem inválidos, só não estamos mais a vender porque acabaram", argumentou.







