Familiares de bebê sequestrado no município do Belas acusam a polícia de fazer pouco para encontrá-lo
Depois da equipa deste Jornal noticiar, no pretérito dia 13 do corrente mês, o rapto de um menor de 02 anos de idade, que responde pelo nome de Carlos Alemão, residente no bairro Mundial do Benfica, município de Belas, passados mais de 08 dias, os familiares acusam a polícia local de pouco fazer para resgatar o petiz.
Por: Cambuta Vieira
Carlos foi raptado no portão de sua casa, por volta das 18 horas e 40 minutos, do dia 11 do corrente mês, por uma cliente que supostamente pretendia comprar bolinhos.
Desde aquele momento, a família não cruzou os braços, começou a fazer as buscas e, na manhã do dia seguinte, 12, fez a participação na esquadra da polícia do bairro Mundial, onde os familiares afirmam que o caso não está a merecer o devido tratamento, pois quando os pais ligam ou se deslocam para aquela unidade policial, são destratados.
"A minha mulher quando vai para lá, lhe destratam e dão tantas voltas, tratando-se de uma de uma criança, estamos aflitos demais", frisou.
O pai que responde por Daniel Alemão contou que decidiram fazer as buscas por meios próprios. Na noite do dia 17, por volta das 20 horas, por intermédio de uma denúncia, deslocaram-se até ao bairro Mucuia, onde no interior de uma obra depararam-se com uma cidadã que diz chamar-se Teresa. Na obra havia roupa de bebé, facto que fez com que a família levasse a senhora até à casa onde vivia o menor. "No interior da obra, havia fraldas descartáveis, roupas de bebé, pó, dentre outros artigos", afirmou.
Assim que chegaram à casa dos familiares, a senhora foi reconhecida pelos irmãos que a haviam atendido. A vizinhança também afirma categoricamente que era a senhora que apareceu no mesmo momento em que o bebê desapareceu; portanto, tida como uma boa pista.
"Naquele momento, nós levamo-la até à esquadra para não ser agredida pelos moradores, mas, até hoje, não conseguimos recuperar o nosso filho", lamentou.
Daniel afirmou que a senhora, até ao momento, não consegue dizer onde está o bebé, está a apresentar um comportamento impróprio. Por esse motivo, a polícia local decidiu detê-la no comando municipal do Kilamba. De lá, seguirá para o hospital psiquiátrico para análises psicológicas.
A equipa deste jornal procurou manter contacto com o porta-voz do Departamento de Investigação de Ilícitos Penais, Quintino Ferreira, mas sem sucesso.







