Em Cacuaco - Trabalhadores denunciam violações laborais na empresa FLITEC
Os trabalhadores da empresa FLITEC – Gestão de Frota e Assistência Automóvel, unidade pertencente ao Grupo Petrotec, localizada no Parque Industrial da Petrotec, bairro Vidrul, município de Cacuaco, apresentaram uma denúncia anónima, relatando um conjunto de alegadas violações de direitos laborais, assédio moral e abuso de poder no interior da empresa, e exigem a destituição urgente do actual director.
Por: Kihunga Bessa
De acordo com a denúncia, os problemas terão começado em Maio de 2025, após a entrada em funções do novo director da unidade, Luís Miguel Simão, de nacionalidade portuguesa. Desde então, segundo os colaboradores, o ambiente de trabalho deteriorou-se significativamente, passando a ser marcado por intimidação, perseguição e medo constantes.
Dentre as principais queixas está a retirada de direitos anteriormente adquiridos, como a alimentação fornecida pela empresa, que terá sido substituída por um subsídio de 700 Kwanzas, considerado insuficiente. Os trabalhadores referem ainda a ocorrência de demissões em massa, que afectam mais de metade do quadro de pessoal, incluindo colaboradores das áreas comerciais e operacional.
A denúncia aponta que várias saídas ocorreram sob alegada coacção psicológica, com pressão para a assinatura de acordos de rescisão, sob ameaça de processos disciplinares e perda de compensações legais. Outros trabalhadores teriam abandonado a empresa após redução salarial considerada arbitrária.
Os colaboradores relatam igualmente que este clima de intimidação permanente, com ameaças frequentes de despedimento, é fruto da conexão entre a administração superior da empresa e suposta influência junto das autoridades policiais.
As condições de trabalho também são alvo de fortes críticas. Segundo a denúncia, os trabalhadores são obrigados a consumir água da torneira. O refeitório apresenta condições inadequadas de ventilação e climatização, e houve episódios de humilhação pública de colaboradores que tentaram alimentar-se fora do espaço destinado para o efeito. Alguns destes episódios terão culminado em despedimentos.
O documento denuncia ainda comportamentos considerados graves por parte da direcção e da chefia da oficina, incluindo alegações de alcoolismo em serviço, assédio reiterado e um incidente em que uma ferramenta metálica teria sido arremessada contra um trabalhador, colocando em risco a sua integridade física. Segundo os relatos, a área de Recursos Humanos terá sido informada, mas não tomou medidas concretas.







