Crianças no crime - PGR acusada de favorecer suspeitos envolvidos em assalto à residência no Cazenga
A Procuradoria-Geral da República (PGR), junto do Comando Municipal do Cazenga, está a ser acusada alegadamente de favorecer três jovens suspeitos de se envolveram num assalto à uma residência, ocorrido no referido município, ao aplicar-lhes apenas medidas de coação consideradas leves.
Por: Kihunga Bessa
Os suspeitos, identificados como Petson, de 17 anos, Sílvio Pibo, de 16, e Mauro, de 18 anos, terão participado de um assalto à uma residência, onde foram subtraídos diversos bens, entre os quais um televisor plasma, um rádio e uma pen drive. De acordo com a denúncia, a decisão da PGR terá sido justificada pelo facto de dois dos implicados serem menores de idade.
Em declarações ao Na Mira do Crime, Cadeth Francisco, filho da proprietária da residência, explicou que o assalto ocorreu no dia 18 do corrente mês, por volta das 15 horas, quando os suspeitos, acompanhados de mais dois indivíduos identificados como Ary e Demero, aproveitaram a ausência dos moradores para invadir a casa.
Segundo o declarante, um dos implicados, por ser vizinho da família, terá facilitado o acesso à residência, permitindo a entrada dos restantes suspeitos, que forçaram portas e janelas para consumar o furto.
Após tomar conhecimento do ocorrido, a família efectuou diligências próprias e, com base em informações recolhidas na comunidade, conseguiu localizar um dos suspeitos, que alegadamente terá confessado o crime, levando à identificação e captura de outros dois envolvidos.
No dia 20, os suspeitos foram conduzidos sob custódia à 10.ª Esquadra da Polícia Nacional no Cazenga, onde o caso foi formalmente participado, com o registo n.º 1674/25, tendo sido posteriormente aberto um processo-crime pela PGR, sob o n.º 14573/25.
Entretanto, no dia 24, a família foi informada que a PGR decidiu aplicar aos suspeitos apenas um termo de identidade e residência, obrigando-os a apresentar-se mensalmente às autoridades, sem que houvesse, até ao momento, a recuperação ou devolução dos bens subtraídos.
O denunciante manifesta preocupação com a decisão, alegando que os suspeitos representam um risco para a segurança da comunidade. Segundo apurou este jornal, os mesmos indivíduos, já em liberdade, terão tentado assaltar outra residência na noite de segunda-feira, dia 29, no mesmo município.
O Na Mira do Crime contactou o porta-voz da Procuradoria-Geral da República em Luanda, Álvaro João, para obter o contraditório. O responsável informou que a instituição vai pronunciar-se oportunamente sobre o caso.







