Índice de criminalidade preocupa moradores do bairro Mundial
Os moradores do município de Kilamba, bairro Mundial, queixam-se da constante onda de assaltos que têm ocorrido no calar da noite e na madrugada, perpetrados por marginais que se fazem transportar por motorizadas e munidos de duas armas do tipo AKM cano cortado.
Por: Cambuta Vieira
Segundo relatos dos moradores que procuraram a redação do NA MIRA DO CRIME, o bairro mundial está ficando cada vez mais crítico. Os assaltos à mão armada estão a ser muito recorrentes, principalmente nos horários das 19 horas às 22 horas, e das 5 até às 7 horas da manhã, período que os transeuntes se deslocam para os seus locais de trabalho.
Os meliantes, no período da manhã, não escondem os rostos, enquanto no período nocturno tapam o rosto com máscaras e capuz.
"Esses bandidos montam um posto aqui na rua da tia Augusta e na fábrica de blocos, devido ao maior fluxo de transeuntes", relatam.
No dia 29, no período da noite, os citadinos voltaram a viver mais um episódio de assaltos. Três elementos abordo de uma motorizada de duas rodas, encapuzados, munidos de duas do tipo AKM voltaram aterrorizar o bairro Mundial.
Na semana de Natal, esse mesmo grupo fez um arrastão, levando consigo um telemóvel digital, modelo Camon 18, Samsung A-20 e um iPhone X e outros tipos de telemóveis, perucas e valores monetários acima de 46 mil Kwanzas.
"Nós, aqui, estamos entregues à nossa sorte, a polícia local que deveria nos proteger nada faz, aqui salva-se quem puder", queixam-se.
A polícia local chefiada pelo inspector-chefe Ngunza se destaca mais na estrada principal, para cobrar valores monetários dos taxistas e motoqueiros, mas para a população local não há disponibilidade de forças. "Muitos desses assaltos são feitos há menos de 500 metros de onde a polícia têm se instalado para cobrar dinheiro aos taxistas.
"Nós pedimos que venha aqui o pessoal da inspecção para mudar esse quadro, metendo pessoas comprometidas com a pátria na resolução dos problemas do povo", exigem.
"Se tiverem alguma dúvida, podem chegar às 18 horas no supermercado Arreiou da praça antiga, verão o todo cenário que a polícia tem feito, e que estamos a reportar para o jornal", desafiam.







