Polícia em Luanda reprime marcha convocada pela sociedade civil em repúdio aos casos de agressão sexual e ameaça jornalistas que cobriam o acto
Efectivos da Polícia Nacional afectos ao Comando Municipal do Sambizanga e Rangel, reprimiram, na tarde deste sábado, 3, a marcha convocada pela sociedade civil em protesto aos elevados casos de agressão sexual, sobretudo a que envolveu uma menor cujo video realizou nas redes sociais, e os casos que se registam em todo país.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
A marcha não chegou a ser realizada porque os manifestantes foram dispersados do local de partida, no Largo do São Paulo, no momento que preparavam-se para a marcha.
"Fomos impedidos de marchar em prol de uma causa social, um problema que temos que combater. As nossas irmãs, mãe, amigas, ou seja o que for, não podem continuar a ser sexualmente agredidas, por este motivo foi preparada a marcha e a polícia diz que não fomos autorizados", disse um dos integrantes.
Durante a dispersão, a polícia chegou a prender alguns integrantes da marcha, e a proferir ameaças contra jornalistas que se encontravam no local a fazer a cobertura, tendo sido detido o Jornalista da Rádio Sucupira e alguns outros tiveram os meios de trabalho apreendidos.
"Não se compreende a atitude da polícia do Sambizanga, um jornalista foi detido, vimos também o jornalista do folha 8 a ser intimidado ao fazer o seu trabalho e outros ainda ficaram sem os meios de trabalho. O que fica aqui espelhado é que não temos a liberdade de imprensa no país", lamentou um outro integrante da marcha.







