Administrador do mercado dos Cajueiros promete "devolver" gerador alegadamente em manutenção em Fevereiro e diz que está a ser alvo de perseguição pela gestão cessante
O administrador do Mercado Municipal dos Cajueiros, Luís Bernardo Chivas, localizado no município do Cazenga, rua 13 da Comissão, prometeu devolver ao referido espaço comercial o gerador que se encontra alegadamente em manutenção, após ter sido acusado de má gestão e desvio de bens públicos.
Por: Kihunga Bessa
Na quinta-feira, 15, o jornal Na Mira do Crime fez referência, numa das matérias publicadas, às denúncias contra o actual gestor do mercado, envolvendo alegadas irregularidades na administração daquele espaço.
Em resposta, Luís Bernardo Chivas defendeu-se, afirmando ser alvo de perseguição por parte da antiga equipa de gestão, que, segundo ele, subalugava o mercado para benefício próprio.
Em declarações a este jornal, o administrador explicou que está há apenas um mês à frente da gestão do mercado, após ter sido nomeado pela Administração Municipal do Cazenga.
Segundo disse, o espaço, com mais de 20 anos de existência, encontrava-se em estado avançado de degradação e abandono.
De acordo com o gestor, a actual intervenção visa recuperar e reorganizar o mercado, situação que terá causado descontentamento na antiga gestão, por ver inviabilizados os benefícios que, alegadamente, auferia de forma irregular.
“O mercado estava transformado num parque de estacionamento e numa casa de banho pública, onde qualquer pessoa entrava e fazia o que bem entendesse”, afirmou.
Sobre o paradeiro do gerador, Luís Bernardo Chivas esclareceu que o equipamento se encontrava vandalizado e em completo estado de degradação, tendo sido usado como latrina.
“O gerador estava vandalizado, era uma latrina onde às pessoas defecavam. Por isso foi levado para manutenção. Não podíamos reparar aqui por causa dos custos. Neste momento já está a funcionar a 70 por cento e será devolvido ainda no mês de Fevereiro”, garantiu.
O administrador afirmou que já foram identificadas às pessoas por detrás das acusações, as quais, segundo ele, terão forjado documentos com o objectivo de manchar o seu nome e imagem.
“O documento que circula nas redes sociais não tem qualquer valor jurídico, é falso. Não temos nada a temer e vamos continuar a trabalhar na recuperação e manutenção do espaço”, esclareceu.







