No Zango Zero: Vendedores acusam empresa Balavante de desalojamento forçado na pracinha da "Favela"
Vendedores da Pracinha da Mundimba, vulgarmente chamada por Favela, localizada no bairro Favela, nas imediações do Zango Zero, acusam a Empresa de Segurança Balavante de os ter desalojado à força, sem aviso prévio, de um espaço que há vários anos vinha sendo utilizado como ponto de venda de diversos produtos.
Por: Solange Figueira
De acordo com as denúncias, os factos ocorreram na tarde de sexta-feira, dia 16 do corrente mês, quando mais de 20 homens, seguranças da Empresa Balavante, invadiram o local e tomaram posse do terreno à força, destruindo bancadas, roulotes e bares que ali funcionavam há vários anos.
Segundo António Magalhães, um dos vendedores afectados, esta não foi a primeira tentativa de ocupação do espaço.
“Na semana passada, os seguranças da Empresa Balavante já tinham tentado tomar o terreno, mas foram impedidos por um outro grupo de seguranças pertencentes a uma empresa não identificada”, relatou
“Não sabemos onde vamos vender, eles tomaram conta do espaço e já estão a construir, não houve qualquer aviso, assim que chegaram, começaram a destruir tudo, muitas roulotes e bancadas foram danificadas e retiradas à força, queremos o nosso espaço de volta”, afirmou.
Outra vendedora, Cristina Ferreira, disse que desde sexta-feira vários seguranças permanecem no local com o objectivo de intimidar os comerciantes.
“O que queremos saber é onde vamos vender agora, aqui existem vários bares e o terreno é muito grande, porque só agora decidiram expulsar-nos?, vieram em grupo, atiraram os nossos negócios ao chão e hoje já estão a erguer um muro, estão a vender todo o espaço e nós ficámos sem alternativas”, denunciou.
Nesta segunda-feira (19), a equipa de reportagem deste jornal deslocou-se ao local e ouviu os denunciantes, constatando a veracidade dos factos relatados.
No entanto, após alguns minutos de presença no terreno, a equipa foi interpelada por vários seguranças, inicialmente estavão preste a colaborar, os mesmos mudaram de postura minutos depois.
O responsável da Empresa Balavante, alegadamente funcionário da Administração local, demonstrou desagrado com a presença da jornalista e chegou a ameaçá-la fisicamente, ordenando ainda que fossem apagados todos os vídeos e fotografias captados no local.
Até ao momento, a Empresa Balavante não se pronunciou oficialmente sobre as acusações.







