Diante de várias "turbulências" de litígios de terras: Camponeses enaltecem posicionamento do novo administrador municipal do Calumbo
Um grupo de camponeses da empresa MJ. Kafuchi - Comércio Geral e Prestação de Serviços, localizada na zona do projecto habitacional da EPAL, no bairro do Zango 5, município do Calumbo, província do Icolo e Bengo, enaltece o apoio prestado pela Administração local, na pessoa do actual administrador do Calumbo, Francisco Tchipilica, pelo apoio e carinho que tem demonstrado àquelas famílias, diante dos invasores que pretendem, a todo o custo apropriar-se das suas terras de forma ilegal.
Por: Kihunga Bessa
De acordo com os camponeses, que pedem anonimato por medo de represálias, há anos que
são submetidos a torturas psicológicas e físicas por parte dos invasores, mesmo sendo legítimos proprietários dos espaços.
Acrescentaram que nem mesmo os antigos administradores davam atenção aos seus clamores.
Os mesmos afirmam que, com a chegada do actual administrador, a situação está mais controlada, embora ainda se registem algumas acções dos invasores
Esta boa nova, dizem, é devido à postura do governante, que tem dado ouvidos aos camponeses, tendo inclusive efectuado, por diversas vezes visitas de campo.
Os entrevistados, visivelmente preocupados, afirmaram que o grupo de invasores está devidamente identificado, e são apoiados por um suposto agentes do DIIP do Zango 5, que ostenta a patente segundo subchefe.
Acusam-no de efectuar disparos como forma de intimidação aos proprietários dos terrenos, sempre que acompanha a sua equipa de invasores ao local.
“Queremos que nos deixem em paz com os nossos terrenos, porque não roubámos de ninguém; conseguimos tudo com sacrifícios. Estamos aqui desde 1992, altura em que começámos a lavrar, sem contar o tempo em que produzíamos carvão. Por isso, pedimos às entidades de direito que ponham termo a esta situação, em que somos maltratados”, clamaram, totalmente revoltados com os invasores.
O Na Mira do Crime contactou o porta-voz do DIIP, Intendente Quintino Ferreira, para ouvir o contraditório sobre as acusações que recaem sobre efectivos do órgão castrense, aguardando-se o seu pronunciamento.







