COMUNICADO DE IMPRENSA - NA MIRA DO CRIME
O Jornal Na Mira do Crime publicou, nesta terça-feira, 20, uma matéria jornalística intitulada “6 Milhões em Jogo – Supostos Funcionários do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do MININT Acusados de Burlarem Milhões de Kwanzas de Cidadãos que Procuram Emprego na Corporação”.
O tratamento dessa matéria e a consequente publicação é fruto de uma denúncia feita pelos lesados, tendo o Jornal observado o princípio do contraditório, em conformidade com a Lei de Imprensa vigente.
No essencial, os denunciantes alegam que durante o mês de Outubro do ano transacto, três supostos funcionários do Ministério do Interior, pertencentes ao Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa, formaram supostamente uma quadrilha de burladores, com a promessa de empregarem cidadãos que pretendem entrar no mercado de trabalho, pelo Ministério do Interior.
Nessa promessa, caíram várias pessoas residentes nas províncias de Luanda, Cabinda, Benguela e Huambo.
Chegaram mesmo a desafiar o SIC no sentido de monitorar o sistema de vídeo-segurança para confirmar os recebimentos de dinheiro pelo senhor Martins, dentro do Ministério do Interior.
Em resposta a estas denúncias, o Jornal Na Mira do Crime remeteu questões ao Director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Ministério do Interior, Wilson da Piedade Santos Daniel, que depois de cerca de duas semanas em busca do contraditório, respondeu da seguinte forma:
“Tendo em atenção a denúncia apresentada pelo vosso órgão, que dá conta do envolvimento de seis supostos funcionários deste Gabinete, na cobrança de valores para ingresso de cidadãos nos órgãos deste departamento ministerial, pelo que, agradecemos.
Tendo em atenção a relação nominal apresentada, não se consegue aferir quem são, efectivamente, com excepção do 3.° Subchefe Bombeiro-Martins Bartolomeu, que foi efectivo deste Gabinete, quanto aos demais desconhecemos.
Importa realçar que, aquando do início das nossas funções no Gabinete de Comunicação Institucional tomamos conhecimento que, fruto da denúncia de alguns cidadãos contra o 3.º Subchefe Bombeiro-Martins Bartolomeu, foi participado e despoletado um processo disciplinar a área compete.
No que se refere aos cidadãos Tito Munene, Nelson, Pedro, Isabel e ao Agente BI, mencionados no questionário, informamos que não há registo da sua integração neste Gabinete”.
Mesmo tendo o Director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Ministério do Interior, Wilson da Piedade Santos Daniel admitido que o 3.º Subchefe Bombeiro-Martins Bartolomeu foi participado e despoletado um processo disciplinar pela área competente, a direcção deste Jornal viu-se surpreendida com um comunicado de imprensa do Ministério em referência, na tarde desta terça-feira, 20, a “riscar” todo entendimento que tinha fruto do cruzamento das fontes. Aliás, só se instaura um processo disciplinar a quem cometeu uma ilicitude.
Este Jornal, em nenhum momento descurou ou pôs em causa o papel do Ministério do Interior de não pactuar com práticas fraudulentas e contrárias à lei, sobretudo aquelas que atentam contra a boa-fé dos cidadãos e a credibilidade das instituições públicas.
Pelo contrário, procura informar sobre factos que ocorrem na sociedade, obedecendo os marcos da Constituição e da Lei.
Na sua missão de informar com verdade, isenção e responsabilidade, o Na Mira do Crime vai continuar a trabalhar, contribuindo com o seu melhor para a pluralidade que há muito se exige.
E desta forma, repudiamos o comunicado de imprensa emitido ontem pelo Ministério do Interior, que para além de ser pouco esclarecedor, mistura "água e azeite" em duas situações alheias a este jornal, primeiramente por um suposto concurso público na instituição e a invenção que a matéria seria para desviar a opinião pública, criar pressão ou alarme na população.
Este jornal aconselha desde já o Ministério do Interior e pela responsabilidade que carrega, de investigar com seriedade e clareza os efectivos envolvidos em actos de corrupção, em particular a indivíduos que burlaram centenas de pacatos cidadãos com promessas de ingresso nos vários órgãos que compõem o MININT.
Para isto, basta que se crie um grupo de trabalho, disponibilizem um número de telemóvel para denúncias, que terão estas às centenas.
Luanda, 21 de Janeiro de 2026







