"B da Bomba”, “UC”, “BBC”, “BDB”, “KK” e “Terling” deixam de tanga agentes das autoridades no Uíge, população pede à intervenção urgente dos "Elementos Desconhecidos" para restaurar à paz e segurança
A cidade do Uíge vive um clima crescente de insegurança, segundo denúncias feitas por moradores de vários bairros, que afirmam que a actuação policial tem sido insuficiente para conter a acção de grupos de marginais que operam em diferentes zonas da capital provincial, pelo pedem a rápida intervenção dos "elementos desconhecidos ".
Por: Laurentino Tchatuvela
De acordo com informações avançadas por moradores que pediram anonimato por medo de represálias, os focos mais críticos localizam-se nos bairros Mongo-Alhema, concretamente na zona da ETA-Uíge, na zona 70, no interior do mesmo bairro, bem como em Candombe Novo, na área conhecida como 7.º Dia.
A situação estende-se ainda a outros bairros, como Papelão e Kakuia, com destaque para as ruas Industrial, Avenida do Café, Rotunda do Songo e arredores.
O ponto de referência dos marginais situa-se na Bangola Norte, concretamente na paragem do Negaz, junto ao Centro Tecnológico do Uíge, no local, actuam os marginais conhecidos como “B da Bomba”.
Na Rua da Zona Industrial, há também registo da actuação dos grupos “UC”, “BBC” e “BDB”, já na Avenida do Café, opera o grupo “KK”, considerados altamente perigosos, uma vez que muitos dos seus membros já foram detidos por crimes de homicídio, sendo que na Rotunda do Songo, actuam os “Terling”, entre outros grupos, que actuam em plena luz do dia bem como de noite usando armas de fogo e brancas.
No bairro Gai, por exemplo, moradores apontam a zona situada atrás do quartel militar da Região Norte como um dos pontos sensíveis, também são referenciados os bairros Mbemba
Ngango, Paco, Benze e Capote.
A sociedade manifesta igualmente preocupação com aquilo que considera ser uma actuação imprudente dos órgãos de justiça na província do Uíge.
Segundo os denunciantes, indivíduos acusados de crimes graves e considerados reincidentes têm sido frequentemente colocados em liberdade, mesmo havendo indícios que os associam aos actos criminosos pelos quais foram detidos.
Esta situação gera um sentimento de insegurança e descrédito por parte da população, que vê na justiça o último recurso para a defesa dos seus direitos, mas afirma sentir-se desprotegida face à continuidade das práticas criminosas em plena via pública, pelo que, chamam a intervenção urgente dos "elementos desconhecidos".
Moradores alertam ainda para a circulação de grupos de jovens suspeitos em alguns bairros, recomendando maior cautela por parte dos cidadãos, sobretudo em zonas como Candombe Velho, onde alegadamente têm ocorrido assaltos frequentes.
Um jovem activista comunitário afirmou estar disponível para colaborar com informações que possam ajudar no combate à criminalidade e na redução dos elevados índices de violência, destacando que muitos grupos actuam de forma organizada nas zonas periféricas da cidade.
Alguns destes grupos, conhecidos localmente por designações atribuídas pelos moradores, têm como principais áreas de actuação os bairros Capote, Pedreira, Piscina e Kacole, sendo vistos como altamente perigosos devido à reincidência dos seus membros em vários crimes.
A cidade do Uíge clama, assim, por uma intervenção urgente da Polícia Nacional, com reforço do patrulhamento e uma actuação mais rigorosa e coerciva, sobretudo junto das camadas mais jovens, com vista à prevenção do crime e à reposição da tranquilidade pública.
Os cidadãos afirmam que o grito da população parece não estar a ser devidamente escutado pelas autoridades competentes.







