Marco Histórico do Cazenga em estado de abandono: Munícipes denunciam uso do espaço por marginais
O Marco Histórico do município do Cazenga, na província de Luanda, encontra-se em avançado estado de abandono e degradação, situação que tem gerado preocupação entre os munícipes, que denunciam a transformação do local num ponto de esconderijo de marginais.
Por: Pedro Paxi
Inaugurado em 2005 com o objectivo de homenagear os heróis do 4 de Fevereiro, o monumento resultou de um investimento público avaliado em cerca de cinco milhões de dólares norte-americanos.
Actualmente, o espaço apresenta sinais evidentes de degradação, com vedação destruída, placas de bronze vandalizadas, jardins secos e mosaicos retirados, conforme apurou este jornal.
Trata-se de uma infraestrutura que deveria traduzir-se em património preservado, memória histórica valorizada e motivo de orgulho nacional.
O espaço encontra-se abandonado, vandalizado e sem qualquer manutenção, transformando-se num local propício a esconderijos de marginais, práticas ilícitas e insegurança, quando deveria funcionar como um centro de referência histórica, cultural e turística.
Os munícipes mostram-se insatisfeitos com a actual imagem do monumento e denunciam falhas graves na sua gestão, apontando negligência e ausência de responsabilização por parte das entidades competentes.
“Ninguém assume a responsabilidade, um monumento tão importante está entregue ao abandono, como se não tivesse dono”, lamentou um morador da circunscrição.
Outro munícipe, que preferiu não se identificar, questionou o destino do investimento público aplicado na obra, sublinhando a discrepância entre os recursos investidos e o estado actual da infraestrutura.
A cidadã Paulina Gaspar alertou para o impacto social e de segurança causado pelo abandono do espaço.
“À noite isto virou esconderijo de marginais, temos medo de passar por aqui”, denunciou.
Fontes deste jornal revelaram que a indefinição em torno da gestão do Marco Histórico do Cazenga não é recente e arrasta-se há vários anos, sem que exista, até ao momento, uma clarificação oficial sobre a entidade responsável pela tutela do espaço.
Apurou este jornal que persistem dúvidas quanto à jurisdição do monumento, não sendo claro se a responsabilidade recai sobre o Comité 4 de Fevereiro, o Ministério da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, ou o Ministério da Cultura e Turismo.







