Suturada com 11 pontos - Direcção da escola pública "Amiga da Criança" acusada de não apoiar aluna que se feriu com gravidade depois de cair sobre um ferro no recinto escolar
Na Escola "Amiga da Criança 3017", conhecida também por "Escola Amarelinha", teve lugar um incidente em que foi vítima uma aluna da sexta classe, identificada por Cristina Adão, de 11 anos de idade.
Depois do intervalo, ao se dirigir para a sala, a aluna pancou-se em um ferro que se encontrava no pátio da escola, causando um ferimento grave, suturado com 11 pontos, mas sem a atenção especial da direcção do referido estabelecimento de ensino, situado no bairro 30, município da Funda, província do Icolo e Bengo.
Por: Solange Figueira
Familiares da vítima alegam que desde o incidente, a direcção da escola não se pronunciou e não prestou nenhum apoio à aluna.
De acordo com Mário João, pai da vítima, a direcção da escola é a principal responsável, por permitir que materiais ferrosos e outros meios letais estejam em um local onde circulam várias crianças.
"A escola tem a obrigação de arcar com todos os gastos resultantes do ferimento da minha filha. Deve fazer de tudo para manter o lugar em que as crianças estudam limpo e livre de qualquer obstáculo que vise pôr em perigo a sua integridade física", exigiu, sublinhando que é dever da instituição proteger as crianças em nome do Estado.
"Ferros são para serem mantidos dentro do recinto escolar? será que ela não tem filhos? Ela não tem amor pelos filhos dos outros? Será que ela quer matar as crianças?
", perguntas dirigidas à Diretora Amélia Rescova, tendo mais adiante exigido justiça.
Felisbela dos Santos, mãe da vítima, diz que a filha tem tido muita febre de noite e sente muita dor.
"Quando vi o pé da minha filha, quase desmaiei. O osso dela quase via-se. Se já levamos as nossas filhas à escola para não ficarem na rua, eis que, é na tal escola onde ela foi ferida", observou a mãe que considera bastante a quantidade das ferragens no recinto escolar.
A nossa equipa de reportagem entrou em contacto com a Direcção da Escola, precisamente com um professor identificado por Mateus, mas este negou prestar esclarecimentos sobre o sucedido, nos seguintes termos: "Por questões profissionais e ética, a escola é uma instituição do Estado, por isso, não posso falar sobre a ocorrência, também não posso dar o contacto da Diretora da Escola".







