Município de Calumbo- Vendedores acusam administração de efectuar demolições na calada noite e sem pré-aviso
Na madrugada de terça-feira, às três horas da manhã, homens e máquinas da fiscalização da administração do Calumbo, escoltados por agentes da polícia nacional, destruíram vários
casebres, lojas, bares, roulottes e casas de processo que estão à beira da estrada do lado B, paragem do Zango 3 e na praça do Zango 4, sem aviso prévio, para o desagrado da população.
Por: Solange Figueira
De acordo com os vendedores, a administração do Calumbo não avisou antes de destruir as lojas e acusam os fiscais de retirar todos os negócios das lojas e das casas de processo, intimidar os comerciantes, dizendo que ninguém pode ir reclamar na administração. Quem o fizesse ficaria detido por sete dias e pagar uma multa de 50 mil kwanzas.
Para Pedro Manuel, vendedor, o que o deixa revoltado é que a administração "aproveitou a calada da noite para destruir as lojas. Começaram pelas casas de processos, levaram todos os nossos negócios, ainda nos proibiram de reclamar", disse, sublinhando que é aí donde sai o sustento de muitas famílias.
"Os nossos negócios estão em parte incerta, não sabemos onde pedir socorro, porque fomos ameaçados com cadeia", afirmou.
Dona Isabel Agostinho disse que muitas famílias ficaram ao relento. "Os fiscais destruíram a casa da minha colega, ela é mãe solteira, cuida de 5 filhos sozinha, teve a sorte de que, no dia da ocorrência, dormiu em casa da mãe dela num outro bairro, por conta de uma situação familiar. Se eles estivessem lá dentro, hoje estariam todos mortos", observou, destacando que poderiam até demolir, mas os fiscais não deveriam levar os seus negócios.
José Sebastião, vendedor do Zango 4, diz ter desmaiado quando chegou ao local e se deparou com a sua loja destruída. "A única coisa que eles disseram é que, no Zango tem mais de 7 praças públicas, ao longo da via principal e pretendem encerrá-las para aumentarem a largura da estrada", transmitiu.







