Trabalhadores da PAN-CHINA denunciam imposição de retorno ao trabalho sem garantias
No município do Kilamba, trabalhadores da empresa PAN-CHINA, localizada na rua do Kero, denunciam que estão sendo obrigados a retornar ao serviço até o dia 1 de Março, sem qualquer documento oficial ou garantia de que suas reivindicações serão atendidas.
Por: Débora Manuel
Segundo os funcionários, a greve iniciada esta quarta-feira, 12, teve como motivo principal o desalojamento do pessoal e a actualização salarial, além de benefícios essenciais, como subsídios de saúde, transporte, alimentação, abono familiar e pagamento correcto das horas extras.
Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão: a actualização salarial de 70.000 kz, para atingir o salário base de 100.000 kz, conforme o Decreto Presidencial n° 152/24.
Em relação aos subsídios, propõem que o subsídio de transporte seja de 54.000 kwanzas, alimentação de 45.000, abono familiar de 15.000 kwanzas. Pretendem ainda que a entrega dos recibos dos salários seja feita entre 2 e 3 dias antes do pagamento. Defendem também a entrega da cópia prévia do contrato de trabalho e respeito dos horários estabelecidos.
Apesar das reclamações, a direcção da empresa afirma que a situação está normalizada, ignorando o facto de os trabalhadores ainda não terem chegado a um acordo e o facto de existir a imposição do retorno ao trabalho, sem ser formalizada em documento algum, deixando os funcionários sem garantias de que seus direitos serão respeitados.
A paralisação parcial ocorre no período da tarde, depois de os trabalhadores cumprirem o turno da manhã. Segundo os próprios funcionários, a greve só será suspensa quando houver um termo de compromisso oficial da empresa, garantindo que suas reivindicações serão avaliadas e atendidas.
A situação coloca em xeque o cumprimento da legislação trabalhista e evidencia a tensão entre trabalhadores e a administração da PAN-CHINA, enquanto a população e os envolvidos aguardam uma solução justa e formalizada.







