Na Huíla: Mais de 500 alunos impedidos de assistir às aulas após desabamento de escola de construção precária devido às fortes chuvas que caíram nas últimas 72 horas
Mais de quinhentos alunos estão impedidos de assistir às aulas, na sequência do desabamento de uma escola de construção precária, com seis salas de aulas, ocorrido no bairro da Eiwa, no Lubango província da Huíla, devido às fortes chuvas que caíram durante as últimas 72 horas na região.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
Além dos prejuízos no sector da educação, cerca de cinco famílias encontram-se ao relento neste mesmo bairro, após as suas residências terem igualmente desabado em consequência das enxurradas que se registaram nos últimos dias, a administração municipal do Lubango é chamada a intervir com urgência.
De acordo com a moradora Joana Ngueve, a sua residência desabou logo no primeiro dia de chuva, quando começaram as enxurradas.
Segundo a mesma, as paredes desabaram ao entardecer, no momento em que se encontrava a preparar o jantar para a família.
Por sua vez, Mário Tito, também residente no bairro, lamentou o sucedido e sublinhou que a situação já é do conhecimento da administração do bairro, que informou estar a aguardar orientações superiores.
Os moradores receberam ainda a orientação de que estão temporariamente suspensas quaisquer construções neste período chuvoso.
Pedro Mateus Candela, responsável pelas salas anexas de São Domingos, afirmou que mais de quinhentos alunos estão sem aulas devido aos danos provocados pelas chuvas neste bairro.
No município da Matala, vários alunos da escola Fundo Bíblico, no bairro Muvale, têm frequentado aulas em salas de bate-chapa, situação que alarma as crianças quando se registam quedas pluviométricas.
Segundo uma fonte que denunciou um vídeo a este jornal, e que não quis identificar-se, os dirigentes locais têm conhecimento da situação, mas nada está a ser feito para colmatar o problema.
O denunciante apela à resolução desta e de outras escolas que carecem de uma intervenção urgente por parte de quem é de direito.







