Procura-se Polícia: Criminalidade força moradores a abandonar casas no Bairro Belo Horizonte em Viana
O aumento dos casos de criminalidade no bairro Belo Horizonte, município de Viana, tem provocado preocupação entre os moradores e levado várias famílias a abandonar as suas residências em busca de locais considerados mais seguros.
Por: Debóra Manuel
Segundo relatos recolhidos no bairro, assaltos e invasões a residências tornaram-se frequentes, sobretudo durante a noite, criando um ambiente constante de medo entre a população.
Muitos moradores afirmam já não se sentir seguros para circular pelas ruas, situação que afeta principalmente crianças e idosos.
Algumas famílias optaram por fechar temporariamente as casas, enquanto outras decidiram mudar-se definitivamente para bairros vizinhos ou para residências de familiares, receando novos episódios de violência.
Morador abandona casa após perseguição armada
O senhor Henrique conta que regressava a casa após deixar a sua viatura estacionada próximo a uma bomba de combustível, onde normalmente apanha o transporte da empresa.
Ao aproximar-se da sua residência, a cerca de dois quilómetros do asfalto, deparou-se com um motoqueiro que começou a bater insistentemente na viatura e fazia sinais para que ele parasse.
Desconfiado da situação, decidiu não descer do veículo e acelerou, sendo então perseguido pelos suspeitos, que chegaram a efetuar disparos contra a viatura.
Já próximo da sua rua, conseguiu escapar, mas vizinhos aconselharam-no a não regressar a casa, pois os marginais permaneceram nas proximidades à sua espera.
A polícia foi acionada, porém, segundo o morador, chegou ao local cerca de duas horas depois, quando os suspeitos já não se encontravam na zona.
Após o ocorrido, Henrique decidiu abandonar o bairro para proteger a família, que ficou traumatizada com a situação.
Moradores denunciam aumento de assaltos e falta de patrulhamento
Outro residente, Mauro Fernandes, afirma que o bairro, apesar de organizado e em crescimento, enfrenta atualmente uma onda de criminalidade preocupante.
Segundo ele, criminosos circulam de motorizada e invadem residências armados, deixando famílias inteiras sob ameaça.
Mauro conta ainda que também foi vítima de tentativa de assalto quando regressava de um convívio familiar. Um indivíduo simulou atravessar a rua e, em seguida, sacou uma arma, intimidando-o e à sua família, numa via movimentada. O crime não se consumou após o suspeito perceber que ele era militar.
Moradores alegam que pedidos para instalação de uma esquadra policial ou reforço da segurança na zona não tiveram resposta até ao momento. Segundo eles, a esquadra que atende a região fica distante, dificultando a rápida intervenção em situações de emergência.
Os residentes também afirmam que o patrulhamento policial é raro e que muitas denúncias feitas aos órgãos de investigação não tiveram desfecho conhecido.
Famílias vivem momentos de terror após invasões a residências
Uma moradora, que preferiu não se identificar, relatou momentos de terror vividos durante uma invasão à sua residência por um grupo de assaltantes durante a madrugada. Segundo conta, os criminosos renderam a família dentro de casa, levaram bens de valor e fizeram ameaças constantes, deixando todos em estado de choque.
Segundo conta, que por das duas horas da manhã foram surpreendidos, por cincos indivíduos fortemente armados, alegando que foram contratados para tirar a sua vida, que ela tinha que pagar mais em relação ao valor prometido ao mandante.
Levaram todas as joias, perucas, garrafa de gás butano, peças de veículo, valores monetários em Kwanza e em euro, fui agredida fisicamente, o meu rosto ficou desfigurado, mandaram-me ajoelhar no meio da minha sala, pronto a ser morta, ouvindo o líder dos marginais dizendo querer furar os meus olhos, o pior só não aconteceu, porque o outro comparsa que havia ido buscar os valores monetários, apenas disse aos outros que tinha encontrado valores em kwanza, e foi aí que disse que lá também haviam valores em euro, nesse momento, houve desentendimento entre entre eles, foi ali, que outro que aguardava de lado de fora ligou, e todos foram-se embora, disse!
Após o ocorrido, a vítima afirma ter ficado traumatizada, necessitando acompanhamento psicológico, e decidiu abandonar a residência por medo de novos ataques.
Casos semelhantes, segundo moradores, têm ocorrido em diferentes ruas do bairro, incluindo assaltos a residências e roubos de viaturas.
Falta de iluminação facilita ação criminosa
Outro problema apontado pelos moradores é a falta de iluminação pública em determinadas áreas do bairro, situação que facilita a atuação de criminosos durante a noite.
Será que o Sr. Administrador esqueceu-se de nós? Será que nós não somos filhos dessa nação?
Não merecemos termos uma energia do estado? Perguntou.
Comunidade exige respostas urgentes
Diante da situação, moradores exigem maior presença policial e a instalação urgente de uma esquadra no bairro para travar o aumento da criminalidade.
Poucos minutos após a equipa do Jornal Na Mira do Crime deixar o bairro, foi registada mais uma denúncia de assalto, reforçando o clima de insegurança vivido diariamente pelos residentes.
Enquanto aguardam soluções das autoridades, muitas famílias continuam divididas entre permanecer nas casas onde construíram as suas vidas ou procurar refúgio em locais onde se sintam mais protegidas.







